Economia

Funerárias podem ter de recusar trasladações devido à crise dos combustíveis

RUI MINDERICO

A título de exemplo, o responsável frisou que não poderá fazer uma trasladação de Lisboa a Bragança porque não tem garantias de poder vir a abastecer pelo caminho.

O presidente da direção da Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) disse hoje à Lusa que devido à escassez de combustíveis nos postos de abastecimento poderão ter de recusar trasladações se não existirem garantias de poderem efetivá-las.

Carlos Almeida contou que estão a privilegiar funerais locais e na área de intervenção em detrimentos dos que exigem uma deslocação maior, por uma questão de gasto de combustível.

"Estamos a fazer tudo o que podemos dentro dos depósitos que temos", frisou. Apesar de ainda não terem tido de recusar trasladações, Carlos Almeida admite vir a poder fazê-lo se não existirem garantias de poder fazer a viagem de ida e volta.

A título de exemplo, o responsável frisou que não poderá fazer uma trasladação de Lisboa a Bragança porque não tem garantias de poder vir a abastecer pelo caminho.

Questionado sobre se o setor pondera vir a pedir para ser incluído na lista de entidades prioritárias para abastecimento de combustível, Carlos Almeida disse que não, por entender que há setores com "maiores necessidades" e pelo facto de não estar em causa a saúde pública.

A greve dos motoristas de matérias perigosas lançou o caos no país. Surgem relatos de pessoas que não conseguem encontrar uma bomba de gasolina com combustível ou dos que precisam de fazer vários quilómetros para encher o depósito.

A VOST Portugal e o Fogos.pt criaram uma plataforma que ajuda a perceber quais os portos de abastecimento que estão sem combustível.

VEJA AQUI QUAIS OS POSTOS DE ABASTECIMENTO QUE AINDA TÊM COMBUSTÍVEL

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