O presidente da direção da Associação Nacional de Empresas Lutuosas (ANEL) disse hoje à Lusa que devido à escassez de combustíveis nos postos de abastecimento poderão ter de recusar trasladações se não existirem garantias de poderem efetivá-las.
Carlos Almeida contou que estão a privilegiar funerais locais e na área de intervenção em detrimentos dos que exigem uma deslocação maior, por uma questão de gasto de combustível.
"Estamos a fazer tudo o que podemos dentro dos depósitos que temos", frisou. Apesar de ainda não terem tido de recusar trasladações, Carlos Almeida admite vir a poder fazê-lo se não existirem garantias de poder fazer a viagem de ida e volta.
A título de exemplo, o responsável frisou que não poderá fazer uma trasladação de Lisboa a Bragança porque não tem garantias de poder vir a abastecer pelo caminho.
Questionado sobre se o setor pondera vir a pedir para ser incluído na lista de entidades prioritárias para abastecimento de combustível, Carlos Almeida disse que não, por entender que há setores com "maiores necessidades" e pelo facto de não estar em causa a saúde pública.
A greve dos motoristas de matérias perigosas lançou o caos no país. Surgem relatos de pessoas que não conseguem encontrar uma bomba de gasolina com combustível ou dos que precisam de fazer vários quilómetros para encher o depósito.
A VOST Portugal e o Fogos.pt criaram uma plataforma que ajuda a perceber quais os portos de abastecimento que estão sem combustível.

