Economia

Decreto de nacionalização da TAP vai ser aprovado esta quinta-feira

Conselho de Ministros reúne-se esta quinta-feira para decidir futuro da TAP.

O Governo está a preparar o decreto de nacionalização da TAP, que será aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

Este não era o “plano A” do Executivo de António Costa, que tentou comprar as ações de David Neeleman, o empresário americano que detém 22,5% do capital da companhia aérea, para evitar a nacionalização.

Mas as negociações falharam: Neeleman pedia 55 milhões de euros pela posição, e o Governo, que no início só estava disposto a pagar 40 milhões, conseguiu acompanhar o valor exigido pelo empresário americano.

Reviravolta nas negociações

Sabe-se que Neelman aceitou na terça-feira os 55 milhões de euros oferecidos pelo Estado para vender a sua posição, mas à última hora surgiu um novo fator na equação. O empresário americano já tinha emprestado, em 2016, 90 milhões à TAP através da companhia aérea brasileira Azul, da qual é presidente do conselho de administração.

Para que no futuro a brasileira não viesse reclamar parte do controlo da transportadora portuguesa, o Estado queria que a Azul abdicasse do direito de converter esse dinheiro em capital. Gerou-se um problema: Neeleman não podia tomar essa decisão sozinho e deitou por terra a possibilidade de um acordo.

As negociações foram, assim, dadas por terminadas na manhã desta quarta-feira. Porém, até à hora da votação do decreto de nacionalização, tudo pode acontecer.

Nacionalizar para não deixar cair a TAP

Neste momento, o Governo prossegue com o plano B: nacionalizar a companhia área nacional. A SIC apurou que a nacionalização abrange as ações de Neeleman, mas também as de Humberto Pedrosa.

Isto é, o Estado passará a deter pelo menos 95% do capital da companhia e os privados serão afastados da estrutura acionista.

"Se a TAP desaparecer cria-se um buraco ainda maior"

José Gomes Ferreira analisou os vários cenários para a restruturação da companhia aérea no Jornal da Noite da SIC.