Economia

CGTP e UGT não abdicam de subida do salário mínimo em 2021  

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

António Costa disse desejar que não haja congelamento; patrões não querem aumento.

Nunca é uma discussão consensual na Concertação Social. Mas quando a proposta do Governo para o Salário Mínimo Nacional de 2021 for colocada aos parceiros, este ano, a negociação antecipa-se ainda mais acesa.

Ao que a SIC apurou, a próxima reunião do Conselho Económico e Social ainda não está marcada, mas deve acontecer na próxima semana.

As confederações patronais já vieram dizer que com a pandemia e as perspetivas de crise económica, não há margem para aumentos salariais. Mas os sindicatos insistem que é fundamental que tal aconteça.

Ouvidas pelas SIC, as duas centrais sindicais divergem nos valores: a CGTP mantém a reivindicação de 850 euros "no mais curto prazo", enquanto a UGT ainda não tem proposta para levar à Concertação, mas admite 670 euros - uma subida de 35 euros, o mesmo que no ano passado. Mas ambas concordam que até para enfrentar, o Governo tem que garantir aumentos salariais.

Na entrevista que deu ao Expresso, o primeiro-ministro adiantou que um congelamento não está nos planos do Governo, mas preparou desde já o terreno para uma proposta de aumento menor que os 35 euros do ano passado.

Esta será uma das questões nas negociações na concertação social, mas também entre o Governo e os partidos da esquerda tendo em vista o Orçamento de 2021.