Economia

Greve da Groundforce. "Esta greve não podia ter acontecido e a próxima não pode acontecer"

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal analisa o impacto da paralisação na recuperação do setor.

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal acredita que a greve na Groundforce, que está agendada para o início de agosto, só será resolvida se houver negociações entre os acionistas da empresa e os sindicado. Afirma que a greve não pode avançar, nem que, para isso, o Governo tenha de pedir uma requisição civil.

“O que é que nos falta mais acontecer para que, nesta altura de férias por excelência, termos não só as greves do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) como agora também uma greve da Groundforce. Aquilo que nós, como Confederação do Turismo, é que esta greve não podia ter acontecido e a próxima no final do mês não pode acontecer. Faça-se o que se tenha que fazer. Se for preciso ir pela requisição civil, que se vá pela requisição civil”, disse em entrevista à Edição da Noite da SIC Notícias.

O presidente sublinha que greves como a que aconteceu este fim de semana afastam os turistas do país e reconhece que já “começaram a vir os cancelamentos”. Francisco Calheiros defende que a situação só será resolvida quando se reunirem as várias entidades interessadas neste assunto.

“Eu neste momento não tenho conhecimento que os sindicatos, que o senhor Alfredo Casimiro, que a TAP e que o Governo estejam reunidos. Nem ontem, nem hoje, nem amanhã. A minha pergunta é: se esse diálogo não está me cima da mesa, como é que isto se vai resolver?”, questiona.

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