Economia

Governo e TAP asseguram contratos aos trabalhadores da Groundforce

Flávio Valente

Flávio Valente

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Tribunal aceitou o pedido de insolvência da empresa, solicitado pela TAP. Pasogal diz que decisão deve ser objeto de recurso.

A empresa de handling Groundforce foi declarada insolvente pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa. Para o juiz está incapaz de cumprir os pagamentos aos credores. Deve cerca de 13 milhões à ANA, 260 mil euros à TAP e cerca de 1,8 milhões de euros à Fidelidade. No entanto, com a seguradora já há um acordo de pagamento da dívida.

Em comunicado, a TAP refere que é "uma solução transitória que melhor permite restaurar a confiança na gestão da Groundforce."

Logo após a decisão do tribunal, o Governo e a TAP já reuniram com os trabalhadores da Groundforce para garantir que os contratos e as prestações de serviço não estão em risco.

Até à conclusão deste processo os acionistas da Groundforce deixam de poder gerir a empresa. Só quando o plano de recuperação estiver aprovado é que o Montepio, que nesta altura é o detentor das ações da Pasogal, volta a ter autonomia para poder vender.

Na sentença foram nomeados dois administradores de insolvência e uma comissão de credores, onde também está a TAP. A Pasogal, acionista maioritária da Groundforce, já reagiu e lança críticas ao Tribunal e ao Governo.

Em comunicado diz que "ao aceitar o pedido de um devedor e não de um credor, o Tribunal abre um precedente que a PASOGAL considera inaceitável e torna a própria decisão incompreensível. (...) Esta decisão deve ser objeto de recurso para um tribunal superior."

A primeira reunião da Comissão de Credores acontece a 22 de Setembro. O encontro vai decidir o plano de recuperação da Groundforce.

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