Economia

Refinaria de Matosinhos: Costa acusa Galp de "disparate, asneira e insensibilidade"

Comentários do líder socialista estão a gerar polémica.

António Costa criticou a Galp pela forma como a empresa privada procedeu ao encerramento da refinaria de Matosinhos.

O líder socialista fez no domingo sete comícios no distrito do Porto. Num deles, em Matosinhos, o também primeiro-ministro acusou a empresa privada de irresponsabilidade social e de só ter feito “asneiras e disparates”.

O caso já tem nove meses, mas António Costa esperou pela campanha eleitoral para responder. O secretário-geral do PS e também primeiro-ministro deixou fortes críticas à empresa privada, acusando a empresa de deixar "um enorme passivo ambiental de solos contaminados".

António Costa diz que a Galp deve ser castigada de forma exemplar pela Câmara de Matosinhos.

GALP FECHOU REFINARIA DE MATOSINHOS A 30 DE ABRIL

A Galp desligou a última unidade de produção da refinaria de Matosinhos em 30 de abril, na sequência da decisão de concentrar as operações em Sines.

A petrolífera justificou a "decisão complexa" de encerramento da refinaria com base numa avaliação do contexto europeu e mundial da refinação, bem como nos desafios de sustentabilidade, a que se juntaram as características das instalações.

O encerramento da refinaria de Matosinhos, em abril, representa perdas de 5% do PIB em Matosinhos e de 1% na Área Metropolitana do Porto, segundo um estudo socioeconómico a que a Lusa teve acesso.

O estudo, encomendado pela Câmara Municipal de Matosinhos à Universidade do Porto para avaliar os impactos socioeconómicos do fecho do complexo petroquímico no concelho, traça um "cenário particularmente grave" para a região Norte e para o país, caso não seja dado qualquer destino àquela instalação industrial.

O Estado é um dos acionistas da Galp, com uma participação de 7%, através da Parpública.

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