Economia

"Península Ibérica tem capacidade para substituir gás que Europa central importa da Rússia”

Loading...
As declarações de António Costa.  

António Costa diz que a construção de um gasoduto que transporte gás a partir de Portugal para a Europa central é uma “ambição antiga”, que está acordada desde 2014. Garante também que a Península Ibérica “tem capacidade para substituir grande parte do gás que hoje a Europa central importa da Rússia”.

Ainda assim, reconhece o atraso na construção devido às limitações ambientais sobre o impacto do gasoduto na travessia dos Pirenéus, invocadas por França.

"Nós temos os trabalhos muito avançados: são cerca de, creio, 160 quilómetros entre Celorico da Beira e o ponto da fronteira onde amarramos com a rede espanhola", sublinha.

Costa afirma que, no que se refere ao percurso português desse gasoduto, "houve dúvidas sobre o traçado" devido ao impacto ambiental que poderia ter, designadamente a travessia do Vale do Douro, que "é uma travessia muito sensível".

Há um traçado que agora está definido, cuidadoso, que protege os valores ambientais, que importa proteger também no Vale do Douro. Portanto, do nosso lado as coisas têm vindo a avançar, da Espanha também.

Em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro esclarece que, desde o início da crise energética, “Portugal têm insistido como é absolutamente prioritário a construção deste gasoduto”.

Revela que a Comissão Europeia reconheceu a necessidade e que já colocou em cima da mesa a possibilidade de o gasoduto ter uma ligação direta de Espanha para Itália, não passando por França.

Para Costa, a declaração de chanceler alemão é muito importante, “porque reforça a pressão para que as instituições europeias desbloqueiem de uma vez por todas essa situação”.

Olaf Scholz apelou à construção de um gasoduto que transporte gás a partir de Portugal para a Europa central, com o objetivo de reduzir a dependência da Europa do gás russo.

Últimas Notícias
Mais Vistos