Economia

Economia portuguesa vai crescer acima de 6% em 2022, garante ministro das Finanças

Fernando Medina, ministro das Finanças.
Fernando Medina, ministro das Finanças.
TIAGO PETINGA
O ministro Fernando Medina garante que o programa anti-inflação devolve todo o IVA adicional que o Estado arrecadou.

O ministro das Finanças, Fernando Medina, disse esta quarta-feira que o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer acima de 6%, reiterando que a resiliência da economia se verifica num contexto de “contas certas”.

“O aumento do PIB vai superar as nossas melhores expectativas de abril e deverá atingir mais de 6% este ano”, disse Fernando Medina, durante uma audição regimental na Comissão de Orçamento e Finanças (COF), no Parlamento.

“Chegarem ao final de 2022 com um nível de atividade acima do que tínhamos no pré-pandemia e, comparativamente à zona Euro, melhor posicionados”, avança o ministro das Finanças.

Para além disso, Medina adianta que na resposta à inflação, o Governo está a mobilizar mais de 4 mil milhões de euros este ano. Esclarece, ainda que o programa “devolve todo o IVA adicional que o Estado arrecadou em virtude da inflação”

No discurso inicial perante os deputados da COF, Fernando Medina reiterou a meta de reduzir a dívida pública para valores inferiores a 120% do PIB e que cumprirá a redução do défice para 1,9%.

“As contas continuam certas. Esta é uma garantia de segurança para o futuro e da qual não vamos – e não podemos – abdicar”, disse o ministro das Finanças, que, em resposta ao deputado Hugo Carneiro, do PSD, afirmou que "a economia portuguesa não está a crescer acima da média da União Europeia, está a crescer acima de cada um dos países da União Europeia".

Na apresentação das medidas de mitigação do impacto da subida de preços no rendimento das famílias, o ministro das Finanças adiantou que o Governo está a trabalhar com uma taxa de crescimento do PIB deste ano de 6,4%, uma revisão em alta face aos 4,9% esperados anteriormente.

Na proposta do Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), entregue em abril no Parlamento, o Governo previa um crescimento da economia de 4,9% este ano, uma revisão em ligeira baixa (0,1 pontos percentuais) face ao cenário macroeconómico apresentado no Programa de Estabilidade.

No OE2022 prevê-se que a divida pública recue este ano para 120,7% do PIB.

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