Economia

Ministro da Economia quer descida "transversal" do IRC

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Proposta de Costa Silva não agrada aos socialistas.

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais recusa um choque fiscal, como uma redução de impostos generalizada. Depois do ministro da Economia ter vindo defender o caminho de uma baixa transversal do IRC para as empresas, Mendonça Mendes disse que a descida deve continuar a acontecer, mas por via indireta.

Mendonça Mendes deixou bem claro que o país não está em condições de “fazer choques fiscais” e, para tal, garante que o Governo tem de continuar a ser seletivo na maneira como “orienta a política fiscal”.

António Costa Silva, ministro da Economia, garantiu que irá acontecer uma descida fiscal não seletiva, mas sim transversal. Evolução que é vista como positiva para o líder da pasta económica.

"Defendia uma redução seletiva que, aliás, está inscrita no programa do Governo […] Eu penso que vamos a caminho de um redução transversal que vai ser um sinal extremamente importante para toda a indústria"

Com estas declarações ficou no ar a ideia de que Costa Silva pretende uma descida do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC). Esta notícia surge alguns dias após o Governo ter anunciado medidas de apoio às empresas.

As declarações de Costa Silva não foram recebidas com agrado pelos socialistas, e o ex-ministro Siza Vieira, citado pelo jornal Público, duvida da eficácias da redução transversal. Siza Vieira reagiu à publicação do Público na rede social LinkedIn, e garantiu que concorda com a descida do IRC, mas assume não saber como o Governo espera executar a medida, após discussão em concertação social.

Para o antigo ministro, a diminuição fiscal devia limitar-se a lucros reinvestidos pelas empresas. Para o próprio, estimular aumentos salariais e de qualificações teria um impacto maior.

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