Economia

De onde vem o gás natural que Portugal usa?

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De onde vem o gás natural que Portugal importa? Para que é usado este gás? Portugal vai receber menos gás da Nigéria depois do aviso feito? Leia aqui as respostas a estas perguntas.

Portugal não tem reservas de gás natural e por isso está dependente do exterior. O gás chega de duas formas: via gasoduto ou através de navios, sob a forma de gás natural liquefeito - o chamado GNL - que nada mais é do que gás natural no estado líquido.

De onde vem o gás natural que Portugal importa?

Até agosto, mais de metade do gás natural que Portugal utiliza veio da Nigéria (50,2%). Chegou por navio através de contratos de longo prazo que a Galp firmou com o país.

Em segundo lugar estão os Estados Unidos, que fizeram chegar ao porto de Sines 31% do gás que consumimos.

Das Caraíbas, mais concretamente de Trindade e Tobago, chegou até agosto 7%. Da Rússia importamos praticamente o mesmo: 6,9%.

Via gasoduto, é através de Espanha e da Argélia que o gás cá chega. Mas juntos não representam mais de 3% das importações. Isto porque nos últimos anos tem existido uma redução substancial da aquisição de gás por via terrestre.

Para que é usado este gás?

Uma parte do gás vai diretamente para consumo doméstico e industrial e serve mais de um milhão de consumidores.

Outra parte serve para produzir energia elétrica. Sem centrais nucleares, nem a carvão, Portugal recorre sobretudo ao gás natural para produzir eletricidade em centrais termoelétricas. Por isso é que, por vezes, o preço da eletricidade sofre aumentos se o preço do gás subir.

Portugal vai receber menos gás da Nigéria depois do aviso feito?

Na segunda-feira, a Galp informou ter recebido um “aviso de força maior” da Nigéria alertando para uma “redução substancial” na produção e fornecimento de gás natural liquefeito.

Apesar disso, o Ministério do Ambiente rejeitou existir qualquer “redução nas entregas” de gás da Nigéria.

“Não existe neste momento qualquer confirmação de redução nas entregas de gás da Nigéria. Mesmo que tal acontecesse, não há escassez no mercado”, lê-se no comunicado emitido esta segunda-feira.

O Governo diz ainda que qualquer informação nesse sentido é “alarmista e desadequada”.

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