Economia

O que levou o Governo a desvalorizar a "redução substancial" de gás natural

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José Gomes Ferreira analisa as consequências diretas e indiretas da redução de gás natural.

A Nigéria informou a Galp Energia de que haverá uma "redução substancial" de produção e fornecimento de gás natural. Este mercado nigeriano é o maior fornecedor de gás de Portugal, daí esta informação ter levantado preocupações. José Gomes Ferreira critica a posição do Governo face a esta notícia e analisa as repercussões desta redução de gás natural para o país.

A subida do preço do gás disponível tornar-se-á inevitável perante a “redução substancial” de gás anunciada pela Nigéria, indica José Gomes Ferreira. Esta decisão será um “problema muito mais grave ainda para as empresas” que recorrem ao gás no processo de fabrico.

Para além disso, haverá um impacto secundário, nomeadamente, no mercado da eletricidade já que o gás natural contribuiu para a produção de energia.

“O nosso sistema, que se baseou muito nas energias renováveis, precisa do backup, uma garantia de que não há apagões”, explica José Gomes Ferreira.

Uma das soluções seria recorrer a outros mercados internacionais, mas o problema é que “os contratos que temos regulados de gás e eletricidade são com base em fornecimentos, que são contratos há 5 ou 10, 15 anos atrás”.

Questionado os motivos que levaram o Governo a desvalorizar esta informação enviada à Galp, José Gomes Ferreira acredita que por estar “altamente receoso do que possa vir a acontecer”.

Recorde-se que no início de setembro o secretário de Estado Adjunto e da Energia e o CEO da Galp reuniram com o Governo nigeriano para garantir o fornecimento de gás natural a Portugal para o inverno.

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