Economia

Partidos acusam Governo de não assumir responsabilidade face à subida da inflação

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Oposição contesta as previsões do Executivo, que servem de base ao Orçamento do Estado para 2023.

Nas reações à subida da inflação, o PS insiste que o Orçamento do Estado tem margem para o Governo atuar perante a incerteza dos próximos meses.

Os partidos reagiram esta sexta-feira à subida da inflação, que se situa atualmente nos 10,2%, segundo revela o Instituto Nacional de Estatística.

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, atirou que o Governo deveria fazer mais face à subida da receita fiscal, diminuindo os preços e aumentando os salários e pensões.

Já o PSD disse que o Governo não tem coragem de admitir que o país atravessa dificuldades, e que "prefere" afirmar que esta situação "até é uma coisa boa para os portugueses". Apontou que essa retórica "é simplesmente atirar areia para os olhos das pessoas".

Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do PS, apontou que quando é feita uma proposta para um défice orçamental de 0,9 é sinónimo de que há margem para "mudar eventuais choques num quadro de grande incerteza".

André Ventura também teceu críticas ao Governo de Costa e disse que é "quase impossível" registar uma inflação entre os 9 e os 10% até dezembro, e “miraculosamente”, em 2023 passar para 4%. O líder do partido Chega deixou o aviso que o primeiro meio ano de 2023 ficará marcado pela inflação mais elevada dos últimos trinta anos em Portugal.

Rodrigo Saraiva, da IL, foi ao encontro das palavras de André Ventura. Para o próprio, essa situação era expectável e aponta culpas ao Governo:

"Ou há incompetência ou há uma forma do Governo a coisa pública que é não assumindo a realidade e não falando a verdade aos portugueses"

O PCP, na pessoa de Bruno Dias, declarou que é vital fixar os preços dos bens essenciais, dos produtos energéticos, dos combustíveis e dos bens alimentares, uma vez que, segundo o próprio, é nestes setores que o aumento dos preços "se está a fazer sentir com maior peso e mais gravidade"

Inês Sousa, do PAN, começou por referir que o partida tinha razão quando afirmou que era expectável que as previsões do Governo se viriam a provar demasiado otimistas. Disse ainda que o valor de 10% de inflação "faz lembrar aquela manta demasiado curta que por mais que puxemos é insuficiente".

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