Economia

Proposta da semana de quatro dias de trabalho "não é oportuna", dizem parceiros sociais

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Apenas a CGTP e a UGT se mostraram a favor do projeto-piloto apresentado pelo Governo.

Quase todos os parceiros sociais, que se reuniram esta quarta-feira com o Governo, consideram que a proposta dos quatro dias de trabalho é precipitada e que há outros problemas prioritários.

O Governo apresentou hoje aos parceiros sociais o novo projeto que tem início previsto para junho de 2023. O grande objetivo passa por testar este método em empresas privadas, que irão posteriormente analisar os resultados finais.

No fim da reunião com o Governo, os representantes dos parceiros sociais deram os seus pareceres acerca do projeto-piloto que lhes foi apresentado. A grande maioria, à exceção da CGTP e da UGT, afirmam que esta medida não é, para já, um assunto a considerar, na medida em que existem outras questões “prioritárias”.

Mário Mourão, da UGT, considera que esta proposta “merece ser avaliada” e acrescenta que “estamos inteiramente de acordo”. Dá assim luz verde ao novo projeto, uma vez que considera que a carga horária que se aplica atualmente em Portugal “não trará mais produtividade ou competitividade”.

Já Francisco Calheiros, da Confederação do Turismo de Portugal, discorda totalmente da medida apresentada pelo Governo e afirma que discutir, neste momento, esta matéria “não é oportuno”. Justifica dizendo que é contraproducente abordar a redução da carga horária numa altura em que se discutem os aumentos salariais.

A CGTP, por intermédio de Isabel Camarinha, defende que uma eventual redução dos dias de trabalho não poderia ser sinónimo do “aumento da jornada de trabalho”. Se tal se verificasse “não seria um progresso mas sim um retrocesso”, vinca.

Em defesa das empresas está também António Saraiva, da Confederação Empresarial de Portugal. Afirma que sofreram danos substanciais no seguimento da pandemia e da guerra na Ucrânia, e que por esse motivo “em sede de contestação deveria estar-se a avaliar os efeitos de ambas as crises”. Refere ainda que é necessário “minorar-lhes [às empresas] esses efeitos”.

A CCP, à semelhança de quase todos os restantes, considera também que a redução horária “não é um tema prioritário face aos desafios do ano que vem”.

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