Economia

Adiada decisão sobre suspensão de fundos à Hungria

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Os ministros das Finanças da zona euro estiveram reunidos em Bruxelas.

Os ministros das Finanças da zona euro reuniram-se esta terça-feira em Bruxelas e, no final do encontro, Fernando Medina revelou que ainda não há acordo para congelar 7,5 mil milhões de euros em fundos de coesão à Hungria como recomendava a Comissão Europeia.

"Infelizmente ainda não foi possível ter um acordo nesta reunião", afirmou o ministro das Finanças português.

A Hungria vai apresentar novas propostas esta semana "sobre a evolução das reformas que está a fazer para assegurar o cumprimento do estado de direito e assegurar a boa utilização dos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR)", acrescentou Fernando Medina.

Depois de entregues, a Comissão Europeia vai avaliar estes novos elementos apresentados e "se considerados satisfatórios em reunião de embaixadores, então sim, os outros dossiers poderão seguir", esclarece.

Fernando Medina destacou a "importância do dossier de apoio financeiro à Ucrânia, que merece um apoio unanime de todos os países".

Este é um dos dossiers que "está bloqueado por uma questão política colocada pela Hungria relativamente à ligação que faz a ainda não ter a aprovação do seu PRR".

O ministro das finanças português já tinha apelado a "um entendimento que permita, por um lado, desbloquear e clarificar a situação dos apoios à Hungria, mas permita também, desse ponto de vista, ultrapassar os vetos que existem relativamente a dois dossiês, que é o apoio da UE à Ucrânia e a taxação mínima sobre as empresas".

No final de novembro, a Comissão Europeia deu 'luz verde' ao PRR da Hungria, de 5,8 mil milhões de euros, mas propôs suspender 7,5 mil milhões de euros em fundos da política de coesão, já que, segundo Bruxelas, "não obstante as medidas tomadas, existe ainda um risco contínuo para o orçamento da UE, dado que as medidas corretivas que ainda têm de ser cumpridas são de natureza estrutural".

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