Luís Montenegro admite que não está garantido um saldo positivo nas contas públicas do ano que vem. Num discurso para especialistas do mercado de capitais, esta quarta-feira, o primeiro-ministro sublinhou que há dificuldades e desafios orçamentais pela frente, mas continua a acreditar que vai surpreender o país com um superavit de 0,1%, como prevê o Orçamento do Estado para 2026.
O primeiro-ministro não concorda, mas admite que o coro de instituições a defenderem que o saldo orçamental será negativo no final ano que vem até pode ganhar a guerra das previsões.
Com todos em sentido contrário na mesma autoestrada, Montenegro recorreu ao passado recente para defender a confiança nas previsões do Governo.
O discurso para especialistas do mercado de capitais serviu ainda para apresentar uma leitura diferente sobre as teorias da insegurança que marcaram a última campanha eleitoral.
E assim, palavra de primeiro-ministro, fica gravado na pedra que Portugal é, de facto, um dos países mais seguros do mundo.