Economia

Greve geral: motoristas de mercadorias e matérias perigosas também aderem à greve

É a mais recente estrutura sindical a juntar-se à paralisação. Especialistas em Direito do Trabalho alertam que também quem não faz greve pode vir a perder o salário de um dia de trabalho, se não conseguir chegar ao local do emprego.

Loading...

A dois dias da greve geral, há mais um sindicato a aderir à paralisação. Desta vez, são os motoristas de matérias perigosas e mercadorias a juntarem-se ao protesto. Foram, entretanto, fixados os serviços mínimos, mas os principais serviços, incluindo transportes, deverão ficar praticamente parados.

Quem aderir à greve tem a falta justificada, mas quem não conseguir ir trabalhar por causa dos constrangimentos nos transportes públicos poderá ter uma falta injustificada e com perda da retribuição.

Quinta-feira será um dia de muitos constrangimentos. Quem for trabalhar e optar pelos transportes públicos poderá não conseguir chegar ao local de trabalho - tudo depende da adesão à greve geral.

“Essas pessoas ficam numa situação muito difícil. Por um lado, não estando a aderir à greve, a sua falta não vai ser considerada justificada”, nota Tiago de Magalhães, advogado de Direito de Trabalho.

Isto significa que poderá perder o salário de um dia de trabalho, se a empresa não aceitar a justificação. Já quem faz greve tem falta justificada, mas perde a retribuição.

Empresas não podem perguntar a trabalhadores se fazem greve

Fazer ou não fazer greve é uma decisão pessoal com base no que está em causa. No entanto, há regras.

“Não é suposto os trabalhadores comunicarem” e “o que não pode mesmo acontecer é a empresa questionar os trabalhadores se vão fazer greve”, aponta o advogado Tiago de Magalhães.

Os transportes públicos, os hospitais, os lares, as prisões e o INEM vão funcionar com serviços mínimos. Nos aeroportos, a situação também deverá ser complicada. A TAP bloqueou reservas para quinta-feira e cancelou voos.

A dois dias de o país poder parar, há mais um sindicato a anunciar a adesão ao protesto. Representa os motoristas de matérias perigosas e mercadorias.

O sindicato alerta que a proposta de alteração à lei laboral deve cair, mas diz que "nenhum trabalhador pode ficar indiferente" às "intenções" do Governo.