O E-lar já avançou para a segunda fase, mas, depois da troca de novos eletrodomésticos os subsídios, vão acabar. No próximo ano arrancam os empréstimos para os portugueses aquecerem ou arrefecerem a casa. As famílias até ao quarto escalão do IRS podem ter benefícios.
Depois de vários apoios do Estado com dinheiros europeus, como por exemplo os subsídios para melhorar a eficiência energética das casas mudando as janelas ou os eletrodomésticos, a partir do próximo ano isso vai acabar.
O Governo vai disponibilizar uma linha de crédito às famílias para fazerem obras que tornem as casas mais quentes no inverno e mais frias no verão.
O problema já é crónico e a falta de capacidade e de dinheiro para manter a casa climatizada é um desafio.
Este novo programa arranca para o ano e podem pedir o empréstimo as pessoas que vivem em casa própria ou arrendada, condomínios, cooperativas de habitação ou Instituições de solidariedade social. As empresas ficam de fora.
Ministra diz que condições são vantajosas
À TSF, a ministra do Ambiente diz que as condições destes créditos serão mais vantajosas do que os empréstimos da banca comercial, o que quer dizer que terão juros mais baixos.
Será gerido pelo Fundo Ambiental e pelo Banco do Fomento. Em princípio não terá prazo nem montante máximo definido e é revisto a cada ano.
As famílias até ao quarto escalão do IRS, ou seja, que ganhem até 23. 089 euros por ano, poderão ser mais beneficiadas com uma bonificação nos juros.
O dinheiro terá de ser obrigatoriamente utilizado para soluções bioclimáticas, como janelas e isolamento de coberturas, ventilação, painéis solares, bombas de calor ou dispositivos para o uso eficiente de água.
Por ser um crédito vai ter de pagar cada cêntimo que gastar, mas desde quinta-feira arrancou a segunda fase de candidaturas ao E-LAR, que permite trocar os eletrodomésticos a gás por elétricos mais eficientes.
Desde dia 11, candidataram-se mais de 21.000 famílias e também já foram emitidos vouchers. A ministra do Ambiente diz ainda que a procura tem sido tanta que esta segunda fase pode esgotar os 60 milhões de euros disponíveis em poucos dias.