Afeganistão

Já não há portugueses no Afeganistão, afirma ministros dos Negócios Estrangeiros

Portugal e UE focados nas 3 mil pessoas sinalizadas para serem retiradas do país após a tomada de poder dos talibã. 

Portugal já não tem cidadãos retidos no Afeganistão mas a União Europeia ainda tem 3 mil pessoas sinalizadas para serem retiradas do país após a tomada de poder dos talibã. Metade, cerca de 1500 são cidadãos europeus e segundo o ministro Augusto Santos Silva
Bruxelas e Portugal continuam "focados" nas operações de retirada do Afeganistão e no apoio humanitário à população local.

Augusto Santos Silva disse à agência Lusa que a reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, realizada na noite de segunda-feira em Nova Iorque, serviu para um "ponto da situação" sobre a evacuação em curso no Afeganistão e a ajuda humanitária internacional necessária.

"Continuamos focados na operação de evacuação dos cidadãos nacionais europeus que ainda se encontram no Afeganistão e no apoio aos cidadãos afegãos que estão em especial situação de vulnerabilidade e precisam de proteção humanitária internacional", declarou o ministro.

No encontro informal não foi detalhado o número de cidadãos naturais da Europa que estão no Afeganistão e que precisam de ser retirados, mas segundo o ministro português, "nas últimas avaliações que se fizeram, havia para cima de 1.500 cidadãos nacionais europeus (...) e também para cima de 1.500 cidadãos afegãos que haviam trabalhado com as forças internacionais e as instituições europeias".

Santos Silva disse que "pode ter havido alguns desenvolvimentos desde essa avaliação, mas nenhuma destas duas operações pode ser dada como completa".

O chefe da diplomacia portuguesa acrescentou que Portugal tem estado a contribuir de forma consistente no "esforço europeu para a proteção humanitária" e sublinhou que já não se encontram portugueses no Afeganistão, depois de terem sido repatriados 20 cidadãos.

"No domingo passado chegaram mais 80 afegãos em particular mulheres e suas famílias ao abrigo dessa estratégia portuguesa de apoio a cidadãos afegãos", acrescentou Santos Silva.

O Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, declarou, em conferência de imprensa em Nova Iorque, após a reunião informal, que a comunidade europeia atribui uma grande importância ao envolvimento e cooperação com parceiros regionais e vizinhos do Afeganistão, através de plataformas regionais e internacionais.

Os motivos de preocupação da UE quanto ao Afeganistão prendem-se com ameaças terroristas, tráfico de drogas e outras atividades criminosas que terão "consequências muito sérias" para a região, segundo Josep Borrell.

ESPECIAL AFEGANISTÃO

  • Confidentes de alunos e cúmplices de professores: o braço contínuo

    País

    Chamam-lhes “funcionários” porque funcionam. A expressão até parece sugerir que eles são os únicos que “funcionam”, dentro de uma escola. Acalmem-se os tolos. Significa apenas que os “assistentes operacionais”, ou “auxiliares de ação educativa”, títulos mais pomposos do que “contínuos” – expressão que estimo muito - são pau para toda a colher.

    Opinião

    Rui Correia

  • O planeta em que todos vivemos

    Futuro Hoje

    O Planeta Lourenço terá que ser ainda mais simples e eficaz na mensagem. É um risco. Frequentemente, quando me mostram aparelhos ou programas as coisas falham, é o que chamo de síndrome da demonstração. Mas isto acontece na vida real, é assim que vamos fazer.

    Opinião

    Lourenço Medeiros