Afeganistão

Um milhão de crianças pode morrer à fome este inverno no Afeganistão

Milhões de afegãos não recebem salário há meses, desde que os talibã assumiram o poder.

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Milhões de trabalhadores afegãos não recebem salário há meses, desde que os talibã assumiram o poder. O país atravessa uma grave crise humanitária e as Nações Unidas receiam que em meados do próximo ano 90% dos afegãos vivam em situação de pobreza. A OMS alerta que um milhão de crianças afegãs com menos de cinco anos pode morrer de fome já este inverno.

Até agosto deste ano, Hadia, como milhares de mulheres afegãs, tinha um emprego. Professora há mais de uma década, tinha ensinado em várias escolas secundárias. Depois da tomada de poder pelos talibã, Hadia deixou de poder trabalhar. Todos os membros da família desta professora de 43 anos acabaram por perder os empregos. A família deixou de poder pagar as mensalidades do filho mais velho que estava no último ano da universidade.

A 21 de novembro, em entrevista à Reuters, um porta-voz do Ministério das Finanças garantiu que o pagamento de salários teria início no dia seguinte. Quase um mês depois, milhões de trabalhadores afegãos continuam sem receber salário.

As mulheres estão impedidas de trabalhar e as raparigas proibidas de frequentar o ensino secundário até a aprovação de uma nova política de educação, que só deverá acontecer no próximo ano.

O Afeganistão atravessa uma grave crise humanitária e as Nações Unidas receiam que, em meados do próximo ano, 90% da população viva em situação de pobreza.

No país de 39 milhões de pessoas, cerca de 23 milhões sofrem já de "níveis extremos de fome", falta de água potável, falta de habitação, más condições de saúde.

A OMS alerta que 1 milhão de crianças afegãs com menos de cinco anos podem morrer de fome já este inverno.

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