O Presidente do Brasil, Lula da Silva, diz que este é o momento para impor uma derrota aos negacionistas das alterações climáticas. Delegações de 170 países iniciam, esta segunda-feira, em Belém, no Brasil, uma maratona negocial de duas semanas para encontrar soluções para a crise climática.
A Amazónia desempenha um papel vital no combate às alterações climáticas, ao absorver os gases com efeito de estufa, mas a desflorestação e as queimadas estão a subverter a função do pulmão do planeta.
A maior floresta tropical do mundo foi, aliás, o maior emissor destes gases, em 2024. Acolhe, agora, a COP 30, cuja missão é evitar o colapso da cooperação global para travar as alterações climáticas.
Em 2015, o Acordo de Paris comprometia o mundo a limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celcius acima dos níveis pré-industriais.
Um fiasco, apontam ativistas, a que não é alheio o boicote dos maiores poluidores do mundo.
Índia, China e Estados Unidos estão ausentes ou sub-representados na COP30.
Trump retirou EUA do Acordo de Paris
Uma das primeiras medidas de Donald Trump quando regressou à casa Branca foi assinar um decreto presidencial a retirar-se, uma vez mais, do Acordo de Paris.
Trump cancelou os programas de incentivo à transição energética, o oposto do que participantes da COP30 pretendem, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e ampliando o uso de fontes renováveis.
Promover a adaptação climática dos países para os impactos do clima, assegurando financiamento em escala, são objetivos prioritários do encontro no Brasil.
O licenciamento de blocos de exploração de petróleo dias antes da conferência gerou críticas de incoerência em relação ao discurso de descarbonização.
Em 2024, o Brasil bateu o recorde de contratos de exploração de combustíveis fósseis.
