Assalto em Tancos

Tancos. Azeredo Lopes teria conhecimento da encenação, mas MP considera que não cometeu crimes

Ministério Público pede absolvição do antigo ministro da Defesa.

O Ministério Público pediu esta terça-feira a absolvição do antigo ministro da Defesa Azeredo Lopes no caso do assalto das armas de Tancos. O procurador do julgamento pediu apenas condenações para 12 dos 23 arguidos e a maioria com penas suspensas, como é o caso do antigo diretor e do porta-voz da Polícia Judiciária Militar.

Azeredo Lopes saiu do tribunal aliviado, mas em silêncio. Demitiu-se do Governo em outubro de 2018, um ano antes da acusação que o viria a incriminar por denegação de justiça, prevaricação, abuso de poder e favorecimento pessoal. Ou seja, por ter conhecimento que a Judiciária Militar tinha encenado a descoberta das armas para ficar com os louros da investigação que queria para si.

Mas ao contrário dos procuradores do inquérito, o procurador do julgamento entende que não há prova segura de que o antigo ministro da Defesa tenha praticado os crimes.

O Ministério Público pediu ainda absolvições para outros 10 arguidos do processo e condenações para 12, ainda que para muitos não signifique ir parar à cadeia. É o caso de Luís Vieira e Vasco Brasão, antigo diretor e porta-voz da Polícia Judiciária Militar para quem o magistrado pediu uma pena de cinco anos de prisão, mas suspensa.

Os castigos maiores estavam reservados para os suspeitos do assalto das armas de Tancos. Para o alegado cabecilha, o Ministério Publico entende que é justo uma condenação de 8 a 10 anos de prisão.

O juiz lembrou que assaltar uma unidade militar não é o mesmo que assaltar um supermercado.

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