Eleições Autárquicas

Apresentador Nuno Graciano é o candidato do Chega à Câmara de Lisboa

Ao que a SIC apurou, o convite foi feito diretamente por André Ventura.

O Chega já tem candidato à Câmara Municipal de Lisboa: será o apresentador Nuno Graciano.

Ao que a SIC apurou, o convite a Nuno Graciano foi feito diretamente pelo líder do partido, André Ventura. Seguiu-se a discussão do nome com a direção nacional e com o presidente da Distrital de Lisboa, onde a direção do Chega assumiu que o candidato é fora da caixa, mas que está completamente comprometido com os valores do partido.

À SIC, o candidato do Chega à Câmara de Lisboa não adiantou pormenores da candidatura e remeteu mais esclarecimentos para o início da próxima semana.

Quanto a PSD e CDS, assinam na terça-feira o acordo para as eleições autárquicas.

Os centristas querem encabeçar as coligações, depois de Francisco Rodrigues dos Santos ter cedido o cabeça de lista de Lisboa ao PSD.

Chega quer ter candidatos a todas as Câmaras

O objetivo é claro: chegar a todas as autarquias do país. "Nós temos de ir a todas as câmaras este ano", afirmou André Ventura em entrevista ao Polígrafo SIC, apontando a meta como uma das linhas condutoras do mandato que agora começa.

Sobre a candidatura de Carlos Moedas pelo PSD à Câmara de Lisboa, Ventura disse não considerar o ex-comissário europeu "um candidato especialmente interessante" e vai mais longe.

"Acho que a coligação de Lisboa é uma coligação de morte. O CDS está desesperado por uma bóia de salvação e o PSD desesperado para impedir o regresso do Passos Coelho. É uma coligação de sobrevivência", afirmou.

De acordo com o líder do Chega, a coligação de direita, que deixou o Chega de fora, tem um "péssimo projeto político" sem diferenças para Fernando Medina.

Para as autárquicas, Ventura aponta o PCP como o maior adversário. "Nas autárquicas queremos debater cara a cara com o PCP", afirmou, acrescentando que os portugueses "estão fartos do PCP" e que a nível nacional o Chega estará mais forte que o partido comunista.

"O mandato é claro: levar à implantação do Chega nas autarquias e chegar ao Governo nas legislativas", traçou Ventura.

Ao longo do discurso ficou claro que o Chega quer aliar-se à direita para cumprir o objetivo, utilizando como exemplo a coligação dos Açores, que serviu para derrubar o Governo socialista. Mas no continente, a missão parece mais difícil, com Rio a pedir moderação a André Ventura.

O líder do Chega diz que a união das forças de direita tem sido um problema porque o "PSD não sabe se é de direita ou de esquerda".