Eleições Autárquicas

"Somos a 4.ª força política autárquica nacional": CDS quer reforçar número de votos e de autarcas

No início da campanha eleitoral, Nuno Melo expressou a expectativa de que o partido aumente o número de votos e eleitos autárquicos. O presidente do CDS-PP definiu como meta da candidatura centrista à Câmara de Sintra a reeleição de um vereador, mesmo concorrendo sem coligação com o PSD.

O presidente do CDS-PP, Nuno Melo (2-E), acompanhado pela candidata à Câmara Municipal de Almada, Ana Clara Birrento (E), durante uma ação de campanha no âmbito das próximas eleições autárquicas do dia 12 de outubro, em Almada, 29 de setembro de 2025.
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O presidente do CDS-PP, Nuno Melo, definiu esta terça-feira como objetivo da candidatura centrista à Câmara de Sintra reeleger um vereador, mesmo com o partido a concorrer sem estar coligado ao PSD, como aconteceu em 2021.

Na sua primeira ação de campanha para as autárquicas de 12 de outubro, um contacto a população das ruas de Algueirão-Mem Martins, Sintra, Nuno Melo disse esperar que o atual vereador e candidato Maurício Rodrigues, 54 anos, volte a conseguir um lugar no executivo camarário.

Para Nuno Melo, se "há justiça na política, como há justiça na vida" o trabalho dos autarcas do CDS-PP em Sintra será bem avaliado e resultará num bom resultado para os centristas no dia 12 de outubro.

CDS volta a não estar coligado com o PSD

Sobre o facto de o CDS-PP a concorrer coligado com PPM e ADN e sem o PSD - que avança, desta vez, coligado com a IL e o PAN - Nuno Melo salientou que os centristas avançam em listas próprias em muitos concelhos e que o partido "avalia caso a caso e da base para o topo os melhores projetos para as populações".

"Uma coligação para acontecer tem de ser boa para todas as partes, porque senão não é uma coligação, é outra coisa qualquer.", acrescentou.

O líder do CDS-PP disse que o partido apresenta-se como "o fiel da balança, feito de previsibilidade e competência experimentada", argumentando que os sintrenses "sabem exatamente ao que vão votando em Maurício Rodrigues".

"Toda a lista é composta por pessoas de enorme competência, reconhecidas na sociedade civil, que dão um passo em frente para darem o melhor de si à política através de uma lista do CDS, o que é normal e ninguém tem que levar a mal que o CDS se apresente em listas próprias, porque pobre do partido político que tenha medo ou vergonha de ir a votos", afirmou.

Por sua vez, Maurício Rodrigues explicou que o CDS tem um "projeto diferente" do PSD para Sintra, acrescentando que também o facto dos sociais-democratas se coligarem com o PAN pesou na decisão de avançar com uma lista própria por haver "determinados partidos" com os quais os centristas não se coligam (embora CDS e PAN concorram coligados em Faro).

Sete candidaturas concorrem à Câmara de Sintra nas próximas eleições autárquicas, para suceder a Basílio Horta (PS), impedido de se recandidatar por limite de mandatos, com uma ex-governante a disputar o município com candidatos locais repetentes e deputados.

- Com Lusa