Luís Montenegro garante que houve diálogo com todos os partidos na nova Lei dos Estrangeiros, mas recusou-se a responder sobre eventuais contrapartidas negociadas com o Chega.
O primeiro-ministro diz que essa insistência nas perguntas serve apenas para "desviar as atenções do essencial". E voltou a mostrar incómodo com os temas que não quer abordar.
Em Lisboa, no arranque oficial da campanha autárquica, foi a dissuasão no Parlamento que acabou por marcar o dia do líder do PSD.
"O país não é Lisboa", dizem. E para Luís Montenegro, nem Lisboa é toda igual. Carlos Moedas é apenas um dos candidatos do distrito. O convite foi feito a todos, mas Isaltino Morais não veio almoçar a Lisboa.
Montenegro também não veio para elogiar autarcas em particular, e até Moedas sabe que o assunto é a Lei dos Estrangeiros.
Desviar atenções? Talvez. Do tema da habitação municipal, por exemplo, num concelho favorável como Cascais, algumas distrações podem não incomodar Montenegro.
E outras… num discurso à porta de um lar em Sintra, onde se ouviam "Chega" e "Ventura" das varandas, até podem encaixar no guião.
Atenções há muitas. E, para Montenegro, nem todas são iguais.