Luís Montenegro diz que está a esforçar-se para que os papéis de primeiro-ministro e presidente do PSD não se confundam durante a campanha autárquica. No Minho, recusou a ideia de que está a fazer anúncios em nome do Governo.
No final de uma manhã animada no distrito de Braga, onde visitou duas feiras (Cabeceiras de Basto e Vieira do Minho) no âmbito da campanha autárquica, Montenegro foi questionado se, ao fazer promessas em vários concelhos, não está a misturar os planos de líder do PSD e de primeiro-ministro.
No 'forcing' final, no esforço que é preciso fazer até sexta-feira, Montenegro vai estar em quase todo o lado, mas continua sem se perceber se é o presidente do PSD ou o primeiro-ministro a fazer campanha.
É inevitável até para os eleitores é difícil distinguir os papéis.
"Tinho sido o mais cuidadoso em não confundir os planos, mas como líder partidário também tenho o direito de expressar a vontade do meu partido que neste momento é indissociável da vontade do Governo", afirma Luís Montenegro.
Nas duas feiras, Montenegro ouviu apelos sobre pensões, quer para aumentar o seu valor, quer para baixar a idade de reforma, mas sem ambiente de hostilidade, tendo também ouvido muitas palavras de confiança.
Emanuel Magalhães é um dos beneficiários do trunfo que o PSD tem nestas autárquicas.
Já não é a primeira vez que o candidato à Câmara de Amares tem o partido do Governo a torcer por ele. Há quatro anos candidatou-se pelo PS.
Montenegro garante que ser candidato do PSD não é sinal de vantagem, mas ter um primeiro-ministro que conhece as necessidades do território já é.
"Quanto mais ligação tiver o presidente do PSD com a realidade concreta, com as pessoas, com a comunidade, com as autarquias locais, melhor resultado pode ter a ação do presidente do PSD a exercer funções de Governo", acrescenta.
A proximidade a Amares dão ao Presidente do PSD a possibilidade de anunciar três prioridades do concelho, a que o primeiro-ministro estará atento.
"Não estou a fazer anúncios em nome do Governo, estou a falar em nome do partido, sendo que em muitas circunstâncias é inevitável que a minha voz possa congregar as duas circunstâncias", diz o líder do PSD.
Recebido em Vieira do Minho por um rancho folclórico e como a hora já ia adiantada, ainda provou da bôla de chouriço e azeitonas comprada pelo secretário-geral do PSD, Hugo Soares, que tem estado presente em muitos dos pontos da volta nacional, além de cumprir agenda paralela com outros candidatos.
Com Lusa.
