Eleições Autárquicas

Pedro Duarte responde a Pizarro: "Quando se candidatou pela primeira vez ao Porto, a internet ainda nem tinha sido inventada"

Foi assim que o candidato da coligação PSD/CDS/IL respondeu ao candidato socialista, que o acusara de recorrer ao ChatGPT para arranjar propostas para a cidade do Porto.

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Pedro Duarte acusa Manuel Pizarro de esconder o próprio programa eleitoral. O candidato da coligação PSD/CDS/Iniciativa liberal à Câmara do Porto contou com Nuno Melo na campanha pela zona da Boavista. 

Poucas horas depois de ter atacado os ativistas portugueses na luta pela libertação de Gaza, o presidente do CDS-PP foi ajudar Pedro Duarte na corrida à autarquia do Porto. Virou a página para entrar no capítulo das autárquicas, com os temas do costume. 

“Queremos que o Porto continue com muito rigor nas contas públicas, a servir os portuenses e a saber que, se precisamos de gente, queremos ao mesmo tempo que os fluxos migratórios sejam regulados. E sobre isso Manuel Pizarro diz nada”, atirou Nuno Melo. 

Manuel Pizarro, o candidato do PS à Câmara do Porto, acusou Pedro Duarte de usar o ChatGPT para arranjar "ideias irrealistas" para a cidade do Porto. O candidato da coligação PSD/CDS/Iniciativa Liberal reage com ironia. 

“Se esse epíteto do ChatGPT quer dizer que eu sou um candidato moderno, talvez aceite isso. De facto, quando Manuel Pizarro se candidatou pela primeira vez a um lugar autárquico aqui na cidade do Porto, a internet ainda não tinha sido inventada”, atirou. 

E o candidato do Chega? "Está a fazer confusão"

Também não ficou sem resposta o candidato do Chega, Miguel Corte-Real, que trocou o PSD pelo partido de André Ventura, após longos anos de vida política a representar os sociais-democratas. Agora, acusa Pedro Duarte de copiar a sua campanha em matéria de segurança. 

“Tenho alguma dificuldade em comentar isso tendo em conta a personalidade em causa. Ele talvez se identifique com as propostas do PSD ainda e, portanto, eventualmente está a fazer alguma confusão”, referiu. 

A entrada de Nuno Melo na campanha da coligação O Porto Somos Nós foi rápida. Menos de uma hora foi quanto bastou para distribuir panfletos, beijos e apertos de mão junto à rotunda da Boavista, com paragem numa famosa confeitaria para tomar chá.