Caso Maddie

Caso Maddie. Suspeito é dono de casa em ruínas na Alemanha onde foi encontrada pornografia infantil

Reuters

Em 2016, as autoridades encontraram na casa uma pen drive com pornografia infantil.

O novo suspeito no caso do desaparecimento de Madeleine McCann é dono de uma casa em ruínas na Alta Saxónia, no norte da Alemanha, e costumava viver num edifício de apartamentos em Brunsvique, antes de ser detido pelas autoridades alemãs.

As localizações foram avançadas esta sexta-feira pela imprensa alemã, que adianta que o alemão, identificado como Christian B., de 43 anos, é dono da casa na vila de Neuwegersleben, onde as autoridades encontraram, em 2016, uma pen drive com pornografia infantil.

O jornal Bild adianta que o suspeito vivia num apartamento em Brunsvique, antes de ser detido por causa de um outro caso, sobre o qual os procuradores não deram pormenores. Atualmente, está preso na Alemanha por abuso sexual de menores.

Reuters

Christian B. está a ser investigado por suspeitas de envolvimento no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, no Algarve, onde viveu entre 1995 e 2007, o mesmo ano em que Maddie desapareceu. Registos telefónicos colocam-no na Praia da Luz no dia em que a criança de 3 anos desapareceu.

Esta sexta-feira, as autoridades anunciaram que o homem está a ser também investigado por suspeitas de ligação a um caso semelhante ao de Maddie na Alemanha, em 2015.

Entre os crimes de que foi acusado até agora estão os abusos sexuais de duas crianças, em 1994 e 2016, posse de pornografia infantil, tráfico de droga, roubo e infração na posse de arma.

O desaparecimento de Maddie

Madeleine McCann desapareceu poucos dias antes de fazer 4 anos, em 3 de maio de 2007, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gémeos, mais novos, num apartamento de um aldeamento turístico, na Praia da Luz, no Algarve.

A polícia britânica começou por formar uma equipa em 2011 para rever toda a informação disponível, abrindo um inquérito formal no ano seguinte, tendo até agora despendido perto de 12 milhões de libras (14 milhões de euros).

A Polícia Judiciária (PJ) reabriu a investigação em 2013, depois de o caso ter sido arquivado pela Procuradoria-Geral da República em 2008, ilibando os três arguidos, os pais de Madeleine, Kate e Gerry McCann, e um outro britânico, Robert Murat.

Autoridades britânicas receberam cerca de 300 chamadas e e-mails em dois dias

Em Portugal, a Polícia Judiciária voltou a inquirir testemunhas.

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