Cimeira do Clima

COP27: rascunho de pacto climático mostra que acordo ainda está longe

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As negociações para a atribuição de uma compensação aos países em desenvolvimentos para responder a fenómenos extremos está longe de ser concluída.

Na cimeira do clima, em Sharm el Sheik, foi esta quinta-feira conhecido o primeiro rascunho daquele que será o acordo final. O documento mostra que a negociação está longe de ser concluída.

As 20 páginas do rascunho são sinal que ainda falta muito para chegar a acordo. No documento, que é três vezes mais longo que o habitual, estão quase todos os temas discutidos ao longo das últimas duas semanas, mas sem grandes conclusões. Há ainda um espaço em branco “reservado para o resultado das negociações”.

A parte mais difícil da negociação é também a que gera maior expectativa: a criação de um fundo para compensar os países mais pobres, que, apesar de menos poluentes, são os mais afetados pelas alterações climáticas.

Esta é uma reivindicação dos países em desenvolvimento: pedem uma compensação para responder a fenómenos extremos como secas e inundações. Depois de 31 anos de discussão, o tema entrou na agenda oficial de uma cimeira do clima.

Apesar das referências no rascunho, não há ainda pistas sobre como este fundo será financiado ou funcionará. Daí que seja o motivo das poucas manifestações que decorrem no Egito. Apesar do tema constar do rascunho, não há garantias que fique no documento final.

No ano passado, na cimeira de Glasgow, nos últimos minutos foi feita a mais significativa alteração: em vez de fim do uso do carvão, o pacto climático passou a estabelecer a redução progressiva.

A data de encerramento oficial da COP27 é sexta-feira, mas a cimeira vai estender-se durante o fim de semana.

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