Conflito Israel-Palestina

Portugal condena ataque nos Montes Golã: "uma inadmissível violação do direito internacional"

O ministério liderado por Paulo Rangel defende que "tais atos de violência constituem uma inadmissível violação do direito internacional". O ataque matou pelo menos 12 crianças e adolescentes e feriu outros tantos na região ocupada dos Montes Golã.

Portugal condena ataque nos Montes Golã: "uma inadmissível violação do direito internacional"
JALAA MAREY

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português condenou, na segunda-feira, veementemente o ataque a Majdal Shams, que matou no sábado 12 crianças e adolescentes naquela cidade dos Montes Golã sírios, zona sob ocupação israelita, considerando "uma inadmissível violação do direito internacional".

"Portugal condena veementemente o ataque contra Majdal Shams, nos Montes Golã, que matou várias crianças. Tais atos de violência constituem uma inadmissível violação do direito internacional. A escalada em curso tem de ser travada; apelando-se à responsabilidade dos envolvidos", pode ler-se numa nota publicada na rede social X do ministério liderado por Paulo Rangel.

A publicação da diplomacia portuguesa partilha também a condenação publicada no sábado pelo alto representante para a Política Externa e de Segurança da União Europeia (UE), Josep Borrell.

Netanyahu promete "resposta severa"

O primeiro-ministro israelita prometeu na segunda-feira, durante uma visita a Majdal Shams, uma "resposta severa" ao ataque atribuído por Telavive ao Hezbollah libanês.

"Estas crianças são as nossas crianças (...). O Estado de Israel não vai e não pode permitir que isto aconteça. A nossa resposta virá e será severa", declarou Benjamim Netanyahu.

Segundo o Exército israelita, os 'rockets' foram disparados do Líbano pelo movimento islâmico Hezbollah, apoiado pelo Irão, e caíram num improvisado campo de futebol onde muitos jovens estavam a jogar.

Os 12 mortos confirmados tinham idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos e dezenas de outros jovens ficaram feridos, segundo as autoridades locais.

O Hezbollah negou estar na origem do ataque mortal.

O novo Presidente do Irão, Massoud Pezeshkian, já avisou que Israel cometerá "um grave erro" se atacar o Líbano.