Coronavírus

Três casos confirmados de coronavírus em França

Surto já causou 41 mortes na China.

O número de casos em França do novo coronavírus detetado na China subiu para três, os primeiros detetados na Europa, anunciou esta sexta-feira o Ministério da Saúde francês.

De acordo com um comunicado divulgado pela tutela, citado pela agência France-Presse, este terceiro caso é um "parente próximo" de um dos outros dois diagnosticados. Estava "sob investigação" e "acaba de ser confirmado".

As três pessoas estiveram na China e estão hospitalizadas - uma em Bordéus e duas em Paris - com medidas de "isolamento".

O Ministério anunciou ainda que para cada um dos casos diagnosticados foi iniciada uma "investigação epidemiológica".

Estes são os primeiros casos confirmados em território europeu.

41 MORTES CONFIRMADAS

O número de mortos na China subiu este sábado para 41, revelou o Governo chinês. De acordo com as autoridades chinesas, há também mais de 1.200 casos suspeitos.

O novo vírus, que causa pneumonias virais foi detetado na China no final de 2019. Além da China, foram já detetados casos em Macau, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos.

As autoridades chinesas consideram que o país está no ponto "mais crítico" no que toca à prevenção e controlo do vírus e colocaram em quarentena, impedindo entradas e saídas, três cidades onde vivem mais de 18 milhões de pessoas - Wuhan, a as vizinhas Huanggang e Ezhou.

Num esforço sem precedentes para tentar travar a propagação, cancelaram também as comemorações do Ano Novo chinês em várias localidades, incluindo a capital, Pequim.

PORTUGAL SEM CASOS SUSPEITOS MAS COM DISPOSITIVO REFORÇADO

Em Portugal, e Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou a ativação dos dispositivos de saúde pública de prevenção, enquanto o Centro Europeu de Controlo de Doenças elevou para 'moderado' o risco de contágio na União Europeia (UE), continuando a monitorizar a situação e a realizar avaliações rápidas de risco.

Isto apesar do coronavírus não ter chegado a Portugal, como garantiu na quinta-feira a Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas, em entrevista à SIC Notícias.

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