Coronavírus

Coronavírus: Vietname nega desembarque de cruzeiro alemão com mil passageiros

Kim Kyung Hoon

"As autoridades da província de Quang Ninh têm boas razões para ter tomado essa decisão, uma vez que é necessário impor medidas drásticas de prevenção contra o Covid-19, para impedir que a doença se espalhe"

As autoridades vietnamitas negaram permissão de desembarque a um cruzeiro alemão com mais de mil passageiros a bordo como medida de precaução contra o coronavírus Covid-19, informou esta sexta-feira a comunicação social daquele país.

"As autoridades da província de Quang Ninh têm boas razões para ter tomado essa decisão, uma vez que é necessário impor medidas drásticas de prevenção contra o Covid-19, para impedir que a doença se espalhe", avançou a agência de notícias oficial Vietnam News Agency (VNA), sem informar se havia algum doente a bordo do navio.

O iate "AIDIvita" - da empresa alemã AIDA Cruises - tinha feito escala nas Filipinas, Malásia e Singapura, tendo mesmo desembarcado, na quinta-feira, na baía de Ha Long, um destino turístico do norte do Vietname muito procurado.

Atualmente a embarcação navega no Golfo da Tailândia.

Um outro cruzeiro, o "Westerdam", da companhia de navegação Holland America Line, desembarcou esta sexta-feira no porto cambojano de Sihanoukville, depois de Taiwan, Filipinas, Guam e Tailândia lhe terem negado desembarque por medo de contágio do coronavírus, embora não nenhum caso de Covid-19 teria sido detetado a bordo.

O medo de receber cruzeiros na Ásia foi causado pelo caso do "Diamond Princess", um navio com cerca de 3.700 pessoas, entre passageiros e tripulação, no qual foram detetados pelo menos 200 casos de Covid-19, estando em quarentena no porto japonês de Yokohama desde 3 de fevereiro.

O surto de coronavírus (Covid-19) detetado em Wuhan, causou já 1.380 mortos, tendo a China reportado esta sexta-feira 121 mortes nas últimas 24 horas.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número de infetados cresceu 5.090, para 63.581.

O balanço é superior ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

Além da China continental, Hong Kong, Japão e as Filipinas reportaram um morto cada um e, embora 30 países tenham diagnosticado casos de pneumonia por Covid-19, a China responde por cerca de 99% dos infetados.

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