Coronavírus

Arábia Saudita proíbe peregrinação muçulmana em Meca devido ao coronavírus

Stringer .

Na semana passada, o Governo saudita adotou medidas restritas para impedir a chegada da infeção ao reino.

Especial Coronavírus

A Arábia Saudita proibiu cidadãos e residentes de realizarem a peregrinação muçulmana em Meca, para impedir a propagação do novo coronavírus.

O anúncio foi divulgado esta quarta-feira pela agência de notícias saudita SPA, citando uma fonte oficial do Ministério do Interior. A mesma fonte não definiu o tempo que durará a suspensão.

Na semana passada, o Governo saudita adotou medidas restritas para impedir a chegada da doença ao reino, uma vez que vários países vizinhos registaram dezenas de contágios.

Entre as medidas mais radicais, está a suspensão temporária da entrada de visitantes nas cidades sagradas de Meca e Medina para fazer a "umrah" ou pequena peregrinação, que milhões de pessoas fazem todos os anos.

Além disso, a Arábia Saudita também suspendeu o visto de turista para cidadãos de países afetados pelo novo coronavírus.

No entanto, na segunda-feira as autoridades da Arábia Saudita anunciaram o primeiro caso de contaminação com o novo coronavírus no país, num cidadão saudita que regressou do Irão.

Os números de coronavírus

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou cerca de 3.200 mortos e infetou mais de 93 mil pessoas em 78 países, incluindo cinco em Portugal.

Das pessoas infetadas, cerca de 50 mil recuperaram.

Além de 2.983 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América, Filipinas e Iraque.

Um português tripulante de um navio de cruzeiros está hospitalizado no Japão com confirmação de infeção.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) confirmou cinco casos de infeção, dos quais quatro no Porto e um em Lisboa.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para "muito elevado".

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