Coronavírus

Máscaras de proteção foram roubadas do hospital de Elvas

Antonio Parrinello

O equipamento desapareceu no início deste mês.

Especial Coronavírus

As máscaras de proteção desaparecidas, no início deste mês, do hospital de Elvas (Portalegre) foram furtadas, segundo as conclusões do inquérito interno instaurado pela Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), foi esta terça-feira divulgado.

"Este inquérito concluiu pela existência de furto de máscaras de proteção", lê-se num comunicado enviado hoje à agência Lusa pela ULSNA, de que faz parte o Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

A ULSNA, que instaurou o processo de inquérito no dia 02 deste mês, adianta que já "determinou dar conhecimento oficial" às entidades policiais e "reforçar" as medidas de segurança na unidade hospitalar raiana.

O vogal executivo do conselho de administração da ULSNA, Joaquim Araújo, admitiu à Lusa, na altura dos acontecimentos, que o desaparecimento das máscaras de proteção no serviço de Medicina do hospital poderá estar relacionado com o novo coronavírus (Covid-19).

"Esta situação poderá ter a ver com esta problemática e as pessoas, especialmente os funcionários, numa atitude defensiva, julgamos nós, tomam esta medida, mas só o inquérito eventualmente poderá esclarecer", disse na altura.

Joaquim Araújo não quantificou o número de máscaras de proteção que desapareceram do serviço de Medicina do hospital.No entanto, garantiu que a situação "não põe em perigo qualquer fornecimento aos serviços", afastando a possibilidade de ser feito comércio com as máscaras.

A epidemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.000 mortos.

Cerca de 114 mil pessoas foram infetadas em mais de uma centena de países e mais de 63 mil recuperaram.

Nos últimos dias, a Itália tornou-se o caso mais grave de epidemia fora da China, com 463 mortos e mais de 9.100 contaminados pelo novo coronavírus, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia.

A quarentena imposta pelo governo italiano ao Norte do País foi alargada a toda a Itália.

O Governo português decidiu suspender todos os voos com destino ou origem nas zonas mais afetadas em Itália, recomendando também a suspensão de eventos em espaços abertos com mais de 5.000 pessoas.

Portugal regista 41 casos confirmados de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS comunicou também que em Portugal se atingiu um total de 375 casos suspeitos desde o início da epidemia, 83 dos quais ainda a aguardar resultados laboratoriais.

Face ao aumento de casos, o Governo ordenou a suspensão temporária de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na região Norte, até agora a mais afetada.

Foram também encerrados alguns estabelecimentos de ensino, sobretudo no Norte do País, assim como ginásios, bibliotecas, piscinas e cinemas.

Os residentes nos concelhos de Felgueiras e Lousada, no distrito do Porto, foram aconselhados a evitar deslocações desnecessárias.

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