Coronavírus

Ministra diz que "é inevitável" entrar em mitigação "dentro de horas ou dias" 

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Pedro Carpinteiro

Pedro Carpinteiro

Repórter de Imagem

Marta Temido promete reforço de meios, em declarações na audição parlamentar

Especial Coronavírus

A ministra da Saúde disse, esta manhã, na Comissão de Saúde, que em breve Portugal vai passar da fase de contenção alargada à de mitigação, porque "a evolução da situação está a ser muito rápida". Marta Temido reconhece que "é inevitável", mas garante que o Governo está a trabalhar para ter um reforço de meios.

Já para esta sexta-feira, adiantou, está previsto que mais 81 enfermeiros passem a fazer atendimento na Linha SNS24. Também a linha telefónica de apoio aos médicos será reforçada, garante a ministra. "Está pronta a capacidade de recolha de material biológico em casa" e em estudo está a hospitalização domiciliária "nos casos de doença ligeira", acrescentou.


Marta Temido admitiu que há falta de equipamentos de proteção individual, referindo que houve restrições no mercado. Aos deputados, disse que o Governo o que está a fazer é "comprar todas as quantidades existentes no mercado", inclusive pagando antes da entrega. Mas não sabe dizer quando podem chegar aos profissionais. Além disso, disse esperar pela compra conjunta por parte da Comissão Europeia de equipamentos de proteção individual para suprir os problemas de stocks.


Questionada sobre o reforço de profissionais, Marta Temido deixou para o secretário de Estado da Saúde, António Sales, responder que até ao momento, chegaram ao Ministério da Saúde pedidos do Centro Hospitalar de Lisboa Central (20 médicos), do hospital de S. João no Porto (89 profissionais) e do Litoral Alentejano (14 enfermeiros e 10 assistentes operacionais).

O responsável diz, no entanto, que é um "proceso dinâmico, em permanente atualização", pelo que mais pedidos são esperados em breve. A ministra da Saúde referiu, este propósito, que está a ser preparada a hipótese de aprovar um regime de exeção para que o SNS possa fazer contratações diretas nestas circunstâncias.


A audição de Marta Temido era regimental, a primeira da nova legislatura e a primeira após a aprovação do Orçamento do Estado. Mas com o surto de Covid-19 em Portugal levou a que o balanço e previsões de gestão do SNS para este ano e outras questões relativas à saúde ficassem relegadas para segundo plano ou na melhor das hipóteses para outra audição.

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