Coronavírus

Governo da Roménia em quarentena após senador ser diagnosticado com Covid-19

ROBERT GHEMENT

A Roménia tem um total de 64 casos confirmados do novo coronavírus.

Especial Coronavírus

Todos os membros do governo da Roménia, incluindo o primeiro-ministro, Ludovic Orban, entraram esta sexta-feira em quarentena durante 14 dias após um senador do partido governamental PNL ter sido diagnosticado com Covid-19, informou o chefe do executivo.

Também foram postos em quarentena todos os membros do conselho executivo do Partido Nacional Liberal (PNL) liderado pelo primeiro-ministro, que continuará os trabalhos isolado numa das residências oficiais.

Esta situação fez com que o Presidente romeno, Klaus Iohannis, realizasse esta sexta-feira, por teleconferência, as consultas com os partidos políticos para decidir sobre a nomeação de um novo primeiro-ministro que forme governo e que se submeta à confiança do Parlamento para substituir Orban.

Ludovic Orban e o seu gabinete governam de forma interina desde que uma moção de censura apresentada pela oposição no passado dia 5 de fevereiro foi bem-sucedida.

A Roménia tem, até ao momento, um total de 64 casos confirmados do novo coronavírus e nenhuma morte.

Os números do coronavírus

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.900 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 131 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

A China registou nas últimas 24 horas oito novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.

Até à meia-noite de quinta-feira (16:00 horas de quarta-feira, em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu para 3.176, após terem sido contabilizadas mais sete vítimas fatais. No total, o país soma 80.813 infetados. A Comissão Nacional de Saúde informou que até à data 64.111 pessoas receberam alta após terem superado a doença.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 15.000 infetados e pelo menos 1.016 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

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