Coronavírus

Luxemburgo encerra escolas e proíbe reuniões com mais de 100 pessoas

JEAN-CHRISTOPHE BOTT

Embora as escolas sejam encerradas, os alunos não serão colocados em quarentena e continuarão a sua aprendizagem remotamente.

Especial Coronavírus

O Luxemburgo vai encerrar as escolas a partir de segunda-feira e proibirá reuniões com mais de 500 pessoas ao ar livre e 100 em ambientes fechados, para tentar impedir a propagação do coronavírus, segundo os media locais.

De acordo com as medidas do Governo a serem implementadas, citadas pelo Luxembourg Times, as escolas e jardins de infância vão encerrar a partir de segunda-feira, as visitas a casas de repouso e pacientes hospitalizados, incluindo membros da família, serão proibidas e o executivo pede aos hospitais que cancelem os dias de folga do pessoal de saúde.

De acordo com a ministra da Saúde, Paulette Lenert, o número de pessoas infetadas com o novo coronavírus aumentou de sete casos de infetados na quinta-feira para 26 hoje, com um paciente de 94 anos em estado crítico.

Na opinião do primeiro-ministro luxemburguês, Xavier Bettel, a situação mudou drasticamente e é necessário reduzir o ritmo da vida pública para impedir a propagação do vírus e proteger a população vulnerável como idosos.

Bettel pediu aos cidadãos que saiam de suas casas apenas se necessário e que façam compras fora do horário de pico, além de adiar as viagens planeadas ou evitar as multidões no transporte público.

Embora as escolas sejam encerradas, os alunos não serão colocados em quarentena e continuarão a sua aprendizagem remotamente.
As universidades também fecharão as suas portas, bem como creches.

Bettel enfatizou a necessidade de o país manter suas fronteiras abertas, porque 70% do pessoal de saúde vive fora do Luxemburgo e viaja para lá diariamente para trabalhar.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.900 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 131 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 112 casos confirmados.

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