Coronavírus

Homem com peluche a fingir que passeava um cão surpreendido pela polícia

Nacho Doce

Caso aconteceu em Espanha.

Especial Coronavírus

A polícia espanhola surpreendeu um homem que passeava um cão de peluche numa rua de Palença (Castela e Leão) na última segunda-feira à noite, a quem advertiram que estava a violar as regras do 'estado de emergência'.

A ocorrência, confirmada à agência Efe pela delegação da Polícia Nacional espanhola da província de Palença, foi gravada em vídeo por um vizinho e partilhada na conta da rede social Twitter pelo sindicato da polícia:

O sindicato pediu aos cidadãos para terem "bom senso" durante o 'estado de emergência" e recordou que ficar em casa é "uma questão de saúde pública".

"Estamos a enfrentar uma situação muito grave e não se deve andar pelas ruas a tentar enganar a polícia", disse o sindicato na rede social. "Não nos enganas e para além disso serás castigado", avisou.

A subdelegação do Governo regional informou que o homem em causa não foi sancionado, visto ter acatado a advertência e não ter resistido à autoridade. Pelo contrário, a um outro homem que foi apanhado em duas ocasiões por uma patrulha da polícia a beber cerveja num banco numa rua em Palença foi feito uma proposta para lhe ser passado uma sanção administrativa.

Na primeira ocasião, os agentes advertiram-no de que não podia fazer aquilo e na segunda decidiram abrir um processo de sanção administrativa que terá de ser decidido pela subdelegação do Governo.

O 'estado de emergência" entrou em vigor no sábado passado em Espanha, havendo limitações colocadas a vários direitos, como ao de movimentos dos cidadãos.

O Governo espanhol aprovou no mesmo dia medidas que considerou "drásticas" para combater o novo coronavírus e que incluem a proibição a todos os cidadãos de andar na rua a não ser para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.Uma das exceções também é passear os animais de estimação que precisam de sair à rua.

Madrid também restabeleceu a partir das 00:00 de hoje (23:00 de segunda-feira em Lisboa) os controlos nas fronteiras terrestres e só permitirá o acesso a cidadãos espanhóis, residentes em Espanha, trabalhadores fronteiriços, transporte de mercadorias e casos de força maior.

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