Coronavírus

Índia disponibiliza hotéis de luxo para alojar médicos

Rupak De Chowdhuri

A medida chega depois de vários incidentes de despejo de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, registados nos últimos dias.

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As autoridades de várias cidades da Índia anunciaram esta segunda-feira que vão hospedar em hotéis de luxo o pessoal médico que trata casos da covid-19, uma maneira de os manter em quarentena e evitar que sejam maltratados por vizinhos.

A medida chega depois de vários incidentes de despejo de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, registados nos últimos dias, devido ao medo dos vizinhos e donos de edifícios de que poderiam ter contraído o coronavírus.

"Os médicos estão na primeira linha de batalha contra o novo coronavírus. Todos os médicos de serviço nos hospitais Lok Nayak e GV Pant, de Nova Deli, a trabalhar na covid-19, vão ser alojados no hotel Lalit", informou o gabinete do chefe do Governo regional da capital indiana, Arvind Kejriwal.

O governo regional reservou cem quartos num hotel de cinco estrelas, localizado no centro da capital indiana, segundo o partido de Kejriwal, o Aam Aadmi (AAP).

No estado vizinho de Uttar Pradesh, as autoridades tomaram medidas semelhantes, reservando pelo menos quatro hotéis de luxo na região, para alojar pessoal médico dos hospitais, com os custos a serem suportados por essas mesmas autoridades, segundo informações da agência indiana ANI.

As autoridades indianas, entre as quais o primeiro-ministro, Narendra Modi, condenaram a violência contra as equipas médicas e ameaçaram com duras represálias quem pratique tais atos, que qualificaram como "vergonhosos".

Desde a última quinta-feira, a Índia está sob um regime de 21 dias de confinamento total decretado pelo primeiro-ministro, para tentar conter a propagação do vírus no país que tem 1,3 mil milhões de habitantes e onde foram registados 1.171 casos da covid-19 e 29 mortes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 727 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 35 mil.Dos casos de infeção, pelo menos 142.300 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.