Coronavírus

DGS admite que pode ter havido erro na contagem de casos de Covid-19 no Porto

MANUEL FERNANDO ARAÚJO

O concelho passou a ser esta segunda-feira o que regista mais casos do novo coronavírus. Em declarações ao JN, a Direção-Geral da Saúde admite que pode ter havido dupla contagem.

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O Porto é o concelho do país com mais casos do novo coronavírus. Devido a estes números, a diretora-Geral da Saúde admitiu ontem a necessidade um cordão sanitário. Declaração que mereceu total rejeição por parte da autarquia.

Na edição de hoje do Jornal de Notícias (JN), a Direção-Geral da Saúde (DGS) adianta que está a ser utilizada uma "metodologia mista", que recolhe dados reportados pelas administrações regionais de saúde e pela plataforma Sinave (Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica), na qual os médicos inserem a informação sobre os doentes.

"O universo pode ser indevidamente maior do que o número de casos por dupla contagem", adianta fonte da DGS ao JN.

Dados da DGS (DGS) divulgados ontem, e que se referem a 75% dos casos confirmados, referiam o Porto como o concelho com o maior número de casos de infeção pelo novo coronavírus (941), seguida de Lisboa (633 casos), Vila Nova de Gaia (344), Maia (313, Matosinhos (295), Gondomar (276) e Ovar (241).

Os dados da DGS revelados no domingo, indicavam que Lisboa era a cidade que registava o maior número de casos de infeção pelo coronavírus SARSCov2 (594), seguida do Porto (317 casos), Vila Nova de Gaia (351), Maia (296), Matosinhos (294), Gondomar (242) e Braga (208).

Para a Câmara do Porto, a ideia de um cordão sanitário à cidade é "absurda num momento em que a epidemia de Covid-19 se encontra generalizada na comunidade em toda a região e país".

A autarquia esclarece que tal medida "não foi pedida pela Câmara do Porto, pela Proteção Civil do Porto ou pela Proteção Civil Distrital".

Na conferência de imprensa diária de ontem para fazer o ponto da situação da pandemia de Covid-19 em Portugal, Graça Freitas assegurou a articulação entre as autoridades de saúde e as autoridades municipais desde logo, com a Câmara, a Segurança Social e com a Comissão Municipal de Proteção Civil.

A partir de desta terça-feira, serão utilizados apenas os dados do Sinave, deixando de ser tidos em conta os dados reportados pelas autarquias.

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