Coronavírus

DGS alarga recomendação de uso de máscara a mais doentes e profissionais. Consulte aqui a lista

MIGUEL A. LOPES / LUSA

Recomendação alargada a outros profissionais que lidem com doentes ou suspeitos e a quem presta serviços essenciais.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) alargou hoje a recomendação de uso de máscara cirúrgica para proteção à covid-19 a profissionais “fora das instituições de saúde” que lidem com doentes ou suspeitos e aos que prestam “serviços essenciais” à população.

Numa norma publicada hoje sobre “Equipamentos de Proteção Individual para Não Profissionais de saúde”, a DGS diz que:

A máscara cirúrgica é “aconselhada fora das instituições de saúde” para quem possa “contactar diretamente com doentes suspeitos ou confirmados de covid-19”, bem como “com material utilizado pelos doentes”, abrangendo bombeiros, serviços de “limpeza e lavandaria”, profissionais ou voluntários de lares ou “pessoas institucionalizadas”, apoio “aos sem-abrigo” e funcionários de morgues ou cemitérios.

A DGS fez ainda uma lista de “grupos profissionais, tarefas ou situações em que pode ser aconselhado o uso de máscara cirúrgica” “quando não seja possível a instalação de barreira física”:

  • guardas prisionais,
  • forças de segurança,
  • profissionais de alfândegas, aeroportos e portos
  • manutenção de ar condicionado;
  • distribuição de bens essenciais ao domicílio;
  • profissionais de limpeza de ruas e recolha de resíduos urbanos
  • trabalhadores no atendimento ao público.

MARIO CRUZ / LUSA

Na norma, a DGS refere que, durante a pandemia, a utilização de máscara cirúrgica "está recomendada" a:

  • pessoas com "sintomas de infeção respiratória",
  • "todas as pessoas no interior de instituições de saúde"
  • "doentes imunossuprimidos nas deslocações esporádicas fora do domicílio".

Mas "aconselha" a máscara em várias outras situações:

"Não obstante, a utilização de EPI fora das instituições de saúde está aconselhada para: profissionais ou pessoas que possam contactar diretamente com doentes suspeitos ou confirmados ou com material utilizado por estes doentes", alerta a DGS.

A autoridade de saúde nomeia:

  • os "profissionais que acompanhem os doentes no domicílio",
  • os que "prestem cuidados ou assistência em unidades específicas, nas quais possam contactar diretamente com doentes suspeitos ou confirmados ou com material utilizado por esses doentes",
  • os "cuidadores informais de doentes suspeitos ou confirmados que estão a prestar cuidados no domicílio"
  • "profissionais que acompanham os doentes em isolamento ou quarentena".

MIGUEL A. LOPES / LUSA

A estas diretivas, soma-se um anexo à orientação com referência a profissionais e respetivas tarefas "com indicação para o uso de EPI":

  • "bombeiros voluntários e assistência" no "encaminhamento de pessoas para instituições de saúde (ex. hospitais, unidade de saúde familiar)".
  • "profissionais de estabelecimentos adaptados para recuperação de doentes em isolamento ou quarentena" devem usar EPI na "remoção de roupas das camas, serviços de limpeza e serviço de lavandaria e manutenção de sistemas de ar condicionado".
  • O mesmo é aplicável a "profissionais e voluntários de instituições de solidariedade social, lares e RNCCI [Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados] ", no "contacto direto com pessoas institucionalizadas, remoção de roupas das camas, serviços de limpeza, serviço de lavandaria e manutenção de sistemas de ar condicionado".
  • O EPI é ainda indicado para "profissionais e voluntários em instituições de acolhimento e instituições de apoio aos "sem abrigo", no "contacto direto" com os mesmos, "nomeadamente alimentação e apoio humanitário".
  • O mesmo cuidado deve ter "profissionais e voluntários de morgues, necrotérios improvisados, crematórios, coveiros e funcionários de funerárias" no "manuseamento de cadáveres".

Na lista de "grupos profissionais, tarefas ou situações em que pode ser aconselhado o uso de máscara cirúrgica", a DGS identifica:

  • os "guardas prisionais", no "contacto próximo com os reclusos (menos de dois metros)",
  • as "forças militares e de segurança", no "contacto próximo com os reclusos (menos de dois metros)" ou na "fiscalização de carros e condutores".
  • Os "profissionais de Alfândegas - Aeroportos e Portos" devem usar máscara na "fiscalização direta de passageiros e na limpeza".
  • Os "profissionais externos de manutenção de hospitais" são aconselhados a fazê-lo na "limpeza e serviços de alimentação" e na "manutenção de equipamentos, nomeadamente, sistemas de ar condicionado".

"Nos hospitais com doentes covid-19, os procedimentos de mudança de filtros devem ser realizados com máscara [respiratória] FFP2 ou N95", alerta a DGS.

A máscara cirúrgica é também indicada para:

  • "funcionários e voluntários de distribuição de bens essenciais ao domicílio na distribuição de alimentos, medicamentos ou outros bens essenciais às pessoas que não se podem deslocar",
  • "profissionais das câmaras municipais na limpeza de ruas e recolha de resíduos urbanos"
  • "profissionais no atendimento ao público, nas caixas ou em balcões de clientes, quando não seja possível a instalação de separação/barreira física (de acrílico)".

Usar máscara: sim ou não? Escolas Médicas recomendam o uso por toda a população

O Conselho de Escolas Médicas Portuguesas recomenda uso generalizado de máscaras para reduzir o risco de contaminação. Os presidentes e diretores das faculdades de Medicina do país apelam ainda ao encerramento de toda a atividade não essencial do país.

Saiba como deve usar a máscara

A Organização Mundial da Saúde fez um vídeo a explicar como as pessoas devem colocar e retirar a máscara para se protegerem do novo coronavírus.

A OMS ainda relembra que as máscaras não devem ser reutilizadas.

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ESPECIAL CORONAVÍRUS

Mais 37 mortes e 852 infetados em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta sexta-feira a existência de 246 mortes e 9.886 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 209 para 246 - uma subida de 17,7% em relação a ontem -, enquanto o número de infetados aumentou de 9.034 para 9.886, mais 852, o que representa um aumento de 9,4%.

No que toca a doentes internados, o número subiu de 1.042 para 1.058. 245 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, mais cinco em relação ao último balanço

O número de casos recuperados mantém-se nos 68.

Mais de 1 milhão de infetados, 53.693 mil mortos no mundo

A pandemia de covid-19 matou quase 54 mil pessoas em todo o mundo desde que a doença surgiu em dezembro na China, segundo um balanço da AFP às 11:00, a partir de dados oficiais.

De acordo com a agência de notícias francesa, morreram 53.693 pessoas, foram diagnosticados mais de 1.035.380 casos de infeção pelo novo coronavírus, que provoca a doença covid-19.

Foram consideradas curadas pelo menos 201.500 pessoas.

Itália, que registou a primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, é o país mais afetado em número de mortes, com 13.915 mortes em 115.242 casos. 18.278 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades italianas.

Depois de Itália, os países mais afetados são Espanha, com 10.935 mortes, em 117.710 casos, os Estados Unidos com 6.058 mortes (245.573 casos), França com 5.387 mortes (73.743 casos) e a China continental com 3.322 mortes (81.620 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou 81.620 casos (31 novos entre quinta e hoje), incluindo 3.322 mortes (quatro novas) e 76.571 curados.

Também os Estados Unidos estão a ser bastante afetados pela pandemia tendo sido registadas oficialmente 245.573 infeções, incluindo 6.058 mortes e 9.228 curados

Desde as 19:00 de quinta-feira, a Líbia, Quirguistão, Ilhas Marianas do Norte e Letónia anunciaram as primeiras mortes ligadas ao vírus.

A Europa contabiliza metade das infeções no mundo. Totalizou até às 11:00 de hoje 38.974 mortes para 559.459 casos, os Estados Unidos e o Canadá 6.192 mortes (256.641 casos), Ásia 4.071 mortes (114.053 casos), Médio Oriente 3.446 mortes (67.045 casos), América Latina e Caraíbas 691 mortes (24.959 casos), África 287 mortes (7.002 casos) e Oceânia 32 mortes (6.227 casos).