Coronavírus

Duas maiores favelas do Rio de Janeiro registam primeiras mortes por Covid-19

Ricardo Moraes

As favelas são pontos críticos para disseminação dos vírus.

Especial Coronavírus

As duas maiores favelas da cidade brasileira do Rio de Janeiro, Rocinha e Manguinhos, confirmaram as primeiras mortes devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus.

A informação foi divulgada pela Secretaria de Saúde do estado do Rio de Janeiro, que confirmou cinco mortes na Rocinha e três mortes em Manguinhos.

As favelas são pontos críticos para disseminação dos vírus que atacam o sistema respiratório neste estado brasileiro, já que geralmente são locais onde casas são construídas umas ao lado das outras em vielas com pouco espaço para ventilação e entrada de luz solar.

Dados sobre Rocinha indicam que a favela registou 372 casos por 100 mil habitantes em 2015, último dado disponível, uma média de casos de tuberculose 11 vezes maior do que a média do país.

Um painel digital de monitorização de casos organizado pelo governo 'carioca' indicou que o estado confirmou 89 mortes e 1.688 casos de infeção pelo novo coronavírus, até terça-feira.

Ao todo, o Brasil tem 667 vítimas mortais e 13.717 casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados. Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 750 mil infetados e mais de 58 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, contabilizando 17.127 óbitos em 135.586 casos confirmados até terça-feira.