Coronavírus

Restaurantes, cafés e pastelarias de Lisboa com horário reduzido até domingo

Rafael Marchante

Medida imposta pela autarquia para mitigar o risco de contágio por covid-19 durante os santos populares.

Especial Coronavírus

Os restaurantes, cafés e pastelarias de Lisboa vão funcionar até domingo com horário reduzido e estão proibidos de alargar as esplanadas, avançou esta quarta-feira a Câmara de Lisboa para mitigar o risco de contágio por covid-19 durante os santos populares.

"Em plena quadra de santos populares e com a sucessão de feriados nos próximos dias, estão em vigor na cidade de Lisboa um conjunto de normas destinadas a evitar a realização de eventos ou o funcionamento de atividades que possam originar largas concentrações de pessoas e colocar em causa o cumprimento das regras da Direção-Geral da Saúde em matéria de distanciamento Social", indicou, em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa.

As regras em causa, em vigor a partir desta quarta-feira e até domingo, determinam o encerramento de cafés, pastelarias e similares entre as 19:00 e as 08:00.

Já os restaurantes só podem estar em funcionamento até às 00:00, reabrindo apenas às 08:00 do dia seguinte, aqui incluem-se também as casas de fado que não podem deixar entrar clientes a partir das 23:00.

Todos os estabelecimentos estão proibidos de instalar na rua "novo mobiliário urbano", como cadeiras, mesas, grelhadores ou fogareiros, e de expandir a sua área de explanada.

Até domingo, as lojas de conveniência fecham às 16:00 e só podem reabrir às 08:00 do dia seguinte. Por sua vez, a venda de bebidas alcoólicas nas lojas de estações de serviço de Lisboa está proibida entre as 16:00 e as 10:00.

A Câmara de Lisboa assegurou ainda que as autoridades de segurança "vão estar em força nas ruas de Lisboa", contando com mais de 1.000 agentes da Polícia Municipal e da PSP "para fiscalizarem o cumprimento deste despacho com tolerância zero para quem não cumprir".

Portugal contabiliza pelo menos 1.497 mortos associados à covid-19 em 35.600 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).