Coronavírus

Voos para fora da União Europeia continuam proibidos até final de junho

Governo prolongou proibição de voos de e para países fora da União Europeia.

Especial Coronavírus

O Governo prolongou até ao final do mês a proibição de voos de e para países fora da União Europeia, no âmbito das medidas de contenção de propagação da covid-19, segundo um despacho publicado em Diário da República.

O diploma, assinado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, da Defesa Nacional, da Administração Interna, da Saúde, e pelo secretário de Estado-Ajunto e das Comunicações, produz efeitos a partir de segunda-feira e até ao último dia de junho.

A “prorrogação da interdição do tráfego aéreo com destino e a partir de Portugal de todos os voos de e para países que não integram a União Europeia” (UE), admite exceções, como é o caso dos países associados ao Espaço Schengen (Liechtenstein, Noruega, Islândia e Suíça), os países de expressão oficial portuguesa, bem como o Reino Unido, os Estados Unidos da América, a Venezuela, o Canadá e a África do Sul, dada a presença de importantes comunidades portuguesas.

Relativamente aos países de expressão portuguesa, o diploma salvaguarda que no caso do Brasil apenas serão admitidos os voos provenientes de e com destino a São Paulo e Rio de Janeiro.

As normas constantes neste despacho também não se aplicam a voos que visem a entrada e saída de cidadãos nacionais da União Europeia, de Estados associados ao Espaço Schengen e de países terceiros com residência legal num Estado-membro da União Europeia, assim como a pessoas de países terceiros que viajem por motivos de estudo.

Este diploma aplica-se a voos comerciais, estando excluídas aeronaves de Estado e Forças Armadas, aeronaves integradas no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais, bem como voos para transporte exclusivo de carga e correio, ou de caráter humanitário e de emergência médica.

Fica também definido que, através de despacho conjunto, os ministros da Administração Interna e da Saúde podem adotar medidas específicas de controlo sanitário necessárias, em função da origem dos voos e atentas as orientações da Comissão Europeia e a avaliação da situação epidemiológica pelo European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC).

No contexto da situação epidemiológica provocada pelo vírus SARS-CoV-2 e das medidas excecionais adotadas para fazer face à pandemia de covid-19, em março foi determinada a interdição, até 17 de abril de 2020, do tráfego aéreo com destino e a partir de Portugal de todos os voos de e para países que não integram a União Europeia, prorrogada sucessivamente até às 00:00 de 15 de junho, atendendo à avaliação da situação epidemiológica em Portugal e na União Europeia e às medidas propostas pela Comissão Europeia.

Apesar dos progressos registados, o Governo mantém a prorrogação das medidas restritivas do tráfego aéreo, “tendo em conta as orientações da Comissão Europeia de 11 de junho de 2020 relativas à aplicação de restrições temporárias a viagens não essenciais para a UE, numa abordagem comum coordenada de abertura das fronteiras externas da UE e em função da evolução da situação epidemiológica”.

1.505 mortes e mais de 36 mil casos em Portugal

Portugal regista 1.505 mortes e 36.180 casos de Covid-19 desde o início da pandemia, segundo os dados de sexa-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O número de óbitos subiu, de quinta para sexta-feira, de 1.504 para 1.505, mais uma, enquanto o número de infetados aumentou de 35.910 para 36.180, mais 270, o que representa um aumento de 0,7%.

Vírus já matou mais de 422 mil pessoas e infetou mais de 7,5 milhões no mundo

A pandemia matou mais de 422.851 pessoas e infetou mais de 7,5 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG desta sexta-feira, baseado em dados oficiais.

De acordo com o balanço da agência noticiosa francesa, às 19:00 TMG (20:00 de Lisboa) de hoje, 7.569.860 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 3.384.300 são considerados curados.

Contudo, alerta a AFP, o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas os casos graves com internamento hospitalar, enquanto outros usam o teste como uma prioridade para o rastreamento e muitos estados pobres têm capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem às 19:00 TMG de quinta-feira, 5.007 novas mortes e 131.826 novos casos foram registados em todo o mundo.

Os países com mais mortes nas últimas 24 horas são o Brasil, com 1.239, os Estados Unidos (856) e o México (587).

Links úteis

Mapa com os casos a nível global