Coronavírus

Covid-19: OMS alerta que saúde e economia têm de ter a mesma prioridade para os Governos

Foi ultrapassada a barreira dos 10 milhões e meio de infetados em todo o mundo.

Especial Coronavírus

A pandemia continua a crescer, em todos os continentes, e a Organização Mundial da Saúde diz que, nesta nova normalidade, os Governos vão ter de perceber que têm de dar à saúde a mesma priprodade que têm dado às políticas económicas.

A China, onde tudo começou em Dezembro, diz que tem a pandemia sob controlo e, de cada vez que aparece um surto, testa milhões de pessoas e impõe o confinamento obrigatório para travar as cadeias de transmissão.

A Austrália, a braços com uma nova vaga na segunda maior cidade do país, optou pela mesma estratégia e, a partir desta quarta-feira, e durante um mês, volta a estar tudo fechado em 36 bairros.

A Coreia do Sul, onde continuam a surgir dezenas de novos casos todos os dias, está a ponderar voltar a mandar fechar algumas atividades.

Na Tailândia, as crianças voltaram esta quarta-feira às escolas, três meses depois de decretado o estado de emergência, que ainda se mantém. E o Perú começa a levantar, esta quarta feira, algumas medidas de restrição. Mas, as autoridades insistem na necessidade de continuar a ter cautela.

A Organização Mundial da Saúde já avisou que o número de infetados e de mortos vai aumentar na América Latina e as previsões são para que a região chegue ao meio milhão de vítimas mortais ainda nos próximos três meses que, no hemisfério sul, são de inverno.

Vírus já matou mais de meio milhão de pessoas no mundo

A pandemia de Covid-19 já matou 506.818 pessoas e infetou 10,3 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG desta terça-feira, baseado em dados oficiais.

De acordo com a agência noticiosa francesa, 10.372.230 casos de infeção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em finais de dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 5.207.900 agora são considerados curados.

Contudo, a AFP avisa que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do total real de infeções, já que alguns países estão a testar apenas casos graves com internamento, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos estados pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.