Coronavírus

Medidas contra a pandemia dificultam deserções de norte-coreanos

Entre abril e junho apenas 12 desertores entraram na Coreia do Sul.

Especial Coronavírus

O número de norte-coreanos a chegar à Coreia do Sul baixou a um mínimo histórico no segundo trimestre do ano devido às restrições impostas contra a propagação da pandemia de covid-19, disse hoje o governo de Seul.

Entre abril e junho apenas 12 desertores entraram na Coreia do Sul, correspondendo a menos 96% do que em igual período do ano passado e à menor cifra trimestral desde que o governo de Seul começou a contabilizar estes dados em 2003.

"A principal razão pela qual se verifica esta redução é que as fronteiras (da Coreia do Norte e da República Popular da China) estiveram fechadas por causa da pandemia do novo coronavírus", disse o porta-voz do Ministério da Unificação, Yoh Sang-key, em declarações publicadas hoje pela agência Yonhap.

Ao não poder aceder à Coreia do Sul por terra devido à Zona Desmilitarizada que divide a península, a maioria dos desertores percorre território chinês tentando alcançar um terceiro país onde acaba por pedir asilo através de embaixadas ou consulados de Seul.

A República Popular da China que pretende evitar migrações em massa de norte-coreanos não os considera refugiados mas sim "migrantes económicos" acabando por repatriar os desertores que são detetados no país.

Quando são entregues à Coreia do Norte, os refugiados e desertores acabam presos e muitas vezes são sujeitos a tortura ou condenados à morte, de acordo com documentos de organizações humanitárias.

Um total de 33 mil desertores norte-coreanos vivem atualmente na Coreia do Sul tendo obtido nacionalidade sul-coreana.

No primeiro trimestre do ano, 135 desertores chegaram à Coreia do Sul.

Em 2010 registou-se o número mais elevado de deserções quando 2.400 pessoas conseguiram fugir do norte em direção ao território da Coreia do Sul.

O regime norte-coreano reforçou os postos de fronteira desde que Kim Jong-un chegou ao poder.

Esta semana, a edição on-line do jornal Daily NK, publicação com estreitos contactos com Pyongyang, informou que o regime adquiriu recentemente novo equipamento de videovigilância de fabrico chinês para vigiar a linha de fronteira.

Vírus já matou mais de meio milhão de pessoas no mundo

A pandemia de covid-19 já matou 506.818 pessoas e infetou 10.372.230 pessoas em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em finais de dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG desta terça-feira.

Pelo menos 5.207.900 agora são considerados curados.

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 126.512 mortes em 2.612.259 casos.

Pelo menos 705.203 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 58.314 óbitos e 1.368.195 casos, o Reino Unido, com 43.730 mortes (312.654 casos), a Itália, com 34.767 mortes (240.578 casos) e a França, com 29.843 mortos (201.208 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.531 casos (19 novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (0 nova) e 78.469 curas.

A Europa totalizava às 19:00 TMG de hoje 196.987 mortes e 2.676.496 casos, os Estados Unidos e o Canadá 135.147 mortes (2.716.403 casos), a América Latina e Caraíbas 114.108 mortes (2.536.617 casos), a Ásia 34.418 mortes (1.280.698 casos), o Médio Oriente 16.137 mortes (756.649 casos), África 9.888 mortes (396.045 casos) e a Oceânia 133 mortes (9.328 casos).

Mais 8 mortes e 229 novos casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 1576 mortes e 42.141 casos de Covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de segunda para terça-feira, de 1.568 para 1.576, mais 8 em relação a ontem, enquanto o número de infetados aumentou de 41.912 para 42.141, mais 229.

Há 27.505 pessoas recuperadas da doença.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global