Coronavírus

Covid-19: Brasil regista 1.280 mortes nas últimas 24 horas

Adriano Machado

Mais de 33 mil infetados num só dia.

Especial Coronavírus

O Brasil, segundo país mais afetado pela pandemia da covid-19 no mundo, registou 1.280 mortes e 33.846 infetados nas últimas 24 horas, informou esta terça-feira o Ministério da Saúde brasileiro.

No total, o Brasil concentra 59.594 óbitos e 1.402.041 casos confirmados desde o surgimento do novo coronavírus no país, no final de fevereiro.

De acordo com a tutela da Saúde, 525 das 1.280 mortes ocorreram nos últimos três dias, mas foram incluídas nos dados de hoje, sendo que está ainda a ser investigada uma eventual relação de 3.950 vítimas mortais com a doença.

A taxa de letalidade da doença no país mantém-se hoje em 4,3%. Até ao momento, 790.040 pacientes infetados já recuperaram da covid-19 e 552.407 doentes continuam sob acompanhamento.

São Paulo é o foco da pandemia

O foco da pandemia no país é o estado de São Paulo, que acumula oficialmente 281.380 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus e 14.763 vítimas mortais, sendo seguido pelo Rio de Janeiro, que tem hoje 112.611 casos de infeção e 10.080 óbitos.

O país sul-americano tem agora uma incidência de 28,4 mortes e 667,2 casos da doença por cada 100 mil habitantes, num país com uma população estimada de 210 milhões de pessoas.

Viagens do Brasil para a União Europeia

A situação epidemiológica do Brasil levou os Estados-membros da União Europeia (UE) a manterem o Brasil na lista de países impedidos de atravessar as fronteiras do bloco, ao lado de nações como Estados Unidos da América, Rússia e todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

Para os países terceiros aos quais continuam a ser impostas restrições, serão isentos das mesmas os cidadãos da UE e familiares, residentes de longa data na União e respetivas famílias e viajantes com funções ou necessidades especiais.

O Conselho da UE - a instituição que reúne os 27 Estados-membros - reconhece que esta recomendação de levantamento parcial e gradual das fronteiras externas não é um instrumento legalmente vinculativo, pois a gestão das fronteiras é da competência das autoridades nacionais, mas adverte que "um Estado-membro não deve decidir levantar restrições de viagens a países que não integrem a lista antes de tal ser decidido de forma coordenada" com os restantes.

  • 2:34