Coronavírus

Dinamarca desiste de organizar mundiais de ginástica artística 2021

Wolfgang Rattay

Devido aos efeitos da pandemia.

Especial Coronavírus

A Dinamarca desistiu de organizar os mundiais de ginástica artística previstos para outubro de 2021 devido aos efeitos da covid-19, obrigando a federação internacional a equacionar um novo processo de candidatura para acolher o evento.

"É uma situação terrível e um duro golpe para todo o país, principalmente para os nossos ginastas, treinadores e voluntários, que há muitos anos esperavam participar neste evento em casa. Lamento muito que não possa ser realizado", justificou Anders Jacobsen, presidente da federação de ginástica da Dinamarca.

Pandemia resultou em perdas e problemas financeiros

A pandemia resultou em perdas e problemas financeiros aos quais o comité organizador não deseja juntar eventuais questões de saúde, caso os problemas persistam à escala global.

"Com os cenários derivados da covid-19 que agora conhecemos, tanto ao olharmos para a realização do Mundial quanto para a federação como um todo, estamos a perceber uma perda financeira considerável, pelo que, juntas, podem representar um grande risco para a entidade", completou.

As medidas para combater a pandemia paralisaram setores inteiros da economia mundial e levaram o Fundo Monetário Internacional (FMI) a fazer previsões sem precedentes nos seus quase 75 anos: a economia mundial poderá cair 3% em 2020, arrastada por uma contração de 5,9% nos Estados Unidos, de 7,5% na zona euro e de 5,2% no Japão.

Federação internacional expressa "pesar e deceção"

A federação internacional expressou o seu "pesar e deceção" pela novidade e assume que em breve vai "examinar todas as consequências" desta situação, incluindo a possibilidade de "um novo procedimento de inscrição" para receber estes mundiais, os 50.º da história.

A federação dinamarquesa, que em 2006 recebeu o mundial em Arhus, revelou que vai tentar candidatar-se a organizar prova em 2025.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 538 mil mortos e infetou mais de 11,64 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.