Coronavírus

Pandemia destruiu 180 mil empregos em Portugal 

Dados provisórios do INE apontam para taxa de desmprego de 7% em junho.

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Os efeitos da pandemia na economia portuguesa estão a ser sentidos em várias frentes e começam agora a refletir-se na taxa de desemprego, que em junho ficou nos 7%.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) são ainda provisórios mas, a confirmarem-se, representam uma subida de 1,1% em relação a maio e correspondem ao maior aumento desde agosto de 2018.

A taxa de subutilização do trabalho também continua a subir a pique. Este indicador inclui desempregados, inativos e trabalhadores a tempo parcial de forma involuntária.

Em junho, representavam 15% da população portuguesa.

"Para o aumento mensal da taxa de subutilização do trabalho neste mês, ao contrário do sucedido nos meses anteriores, contribuiu exclusivamente o aumento do número de desempregados e do subemprego de trabalhadores a tempo parcial, já que diminuiu o número dos inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar e o de inativos disponíveis, mas que não procuram emprego", sinaliza o INE.

Segundo o INE, em maio e, sobretudo, em junho, as restrições à mobilidade resultantes da pandemia de covid-19 foram parcialmente aliviadas, "mas continuaram a afetar o funcionamento do mercado de trabalho no período analisado".

DÉFICE DE PORTUGAL PODE ATINGIR OS 9,2% DO PIB ESTE ANO

A agência de notação financeira Moody's estima que o défice de Portugal atinja os 9,2% do PIB este ano e recupere apenas até aos 4,8 em 2021, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira.

"A Moody's prevê que o défice geral do Governo chegará aos 9,2% do PIB em 2020 antes de reduzir para os 4,8% em 2021, com a atividade económica a retomar e os efeitos das medidas orçamentais mais pontuais a se afastarem", aponta a agência de notação.