Coronavírus

Fundação Portuguesa do Pulmão defende uso de máscara em locais exteriores

Por "um controlo mais eficaz da pandemia".

Fundação Portuguesa do Pulmão defende uso de máscara em locais exteriores
Rafael Marchante

A Fundação Portuguesa do Pulmão defendeu esta sexta-feira a extensão do uso obrigatório de máscara a todos os lugares públicos, mesmo que exteriores, para combater a pandemia de covid-19, e aconselha "vivamente" as autoridades de saúde a tomar a medida.

Num comunicado hoje divulgado, a Fundação considera que a medida contribuirá para "um controlo mais eficaz da pandemia".

O uso de máscara já é obrigatório em locais públicos fechados mas a instituição defende que deve ser alargado a locais exteriores salvo se o distanciamento social de dois metros esteja "indiscutivelmente assegurado".

A importância das outras medidas de prevenção

A Fundação alerta também para a necessidade de se melhorarem as atitudes comportamentais preventivas e que têm sido muito divulgadas, como a etiqueta respiratória, a desinfeção das mãos e das superfícies, e o distanciamento social, além da utilização de máscara em todos os espaços públicos interiores.

As propostas da Fundação surgem numa altura em que em Portugal e a nível mundial "a situação epidemiológica da pandemia covid-19 não se apresenta consolidada", com a percentagem de população afetada a não ultrapassar os 0,3%, "o que significa que a infeção tem um enorme potencial de progressão", diz-se no comunicado.

Nova fase da vida social: e agora?

No documento alerta-se também que se está prestes a entrar numa nova fase da vida social, com o início das aulas e abertura de outras atividades, com o consequente aumento da proximidade entre as pessoas, o que fará aumentar o risco de transmissão da doença.

A fundação lembra também que se aproxima a época da gripe, pelo que a circulação conjunta de uma segunda onda pandémica e do vírus da gripe "é motivo acrescido de preocupação".

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 754 mil mortos e infetou quase 21 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.772 pessoas das 53.783 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.