Coronavírus

Costa fala em "polémicas artificiais" e segura ministra  

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

Carlos Catarino

Carlos Catarino

Repórter de Imagem

Primeiro-ministro digere o caso à volta de Ana Mendes Godinho: "engolirei em seco e farei o que me compete". 

Especial Coronavírus

António Costa reconhece que a digestão não foi fácil. Talvez por isso não tenha reagido a quente, mas só três dias passados da entrevista de Ana Mendes Godinho ao Expresso sobre os surtos de Covid-19 nos lares, que suscitou reações incluindo exigências de pedidos de demissão.

Talvez por isso também diga que não vai entrar num "apontar de dedo" a responsáveis: "também o podia fazer, mas não vou fazer", disse quando questionado sobre o caso, à saída de uma reunião do Centro de Coordenação Operacional Nacional da Proteção Civil.

António Costa esteve mais de um quarto de hora a falar sobre o que considerou ser uma "polémica artificial". Conclusão: demissões de membros do Governo a pedido, não aceita; se alguma vez perder a confiança política em algum, ele próprio se encarregará do assunto. E não é o caso com Ana Mendes Godinho que, aliás, faz questão de dizer que tem feito um "trabalho excecional".

Costa mantém a confiança, reafirma que os surtos nos lares são diminutos no universo dos lares em Portugal e recusa a ideia de que alguma vez as palavras da Ministra fossem uma "desvalorização" da situação nos lares.